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Desde o início do mês, o Sebrae Minas realiza o “Seminário de Inspeção Regional” em várias cidades do Vale do Jequitinhonha. Isso porque, para comercializar produtos de origem animal e vegetal em escala municipal, os empreendedores precisam atender às normas exigidas pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Alimentos como derivados do leite, ovos e carne, por exemplo, necessitam, além do alvará sanitário, ter a certificação que comprove que o produto possui padrões de qualidade e segurança para consumo. Nesta quinta-feira (18), o seminário será realizado no município de Jordânia. Já na sexta-feira (19), o evento acontece na cidade de Bandeira.
A proposta é orientar os produtores rurais sobre a importância do SIM em todas as etapas de manipulação e comercialização dos alimentos, para que eles possam oferecer produtos de qualidade aos consumidores e, consequentemente, terem a possibilidade de ampliar suas vendas. “O seminário é uma oportunidade para que o produtor perceba que pode agregar valor ao seu produto, potencializar o mercado e aumentar a sua renda. A expectativa é que o selo de inspeção comece a ser concedido ainda em 2021”, afirma o analista do Sebrae Minas Humberto Rodrigues Pereira.
O SIM está em fase de implantação nas seguintes cidades do Vale do Jequitinhonha: Salto da Divisa, Santa Maria do Salto, Jacinto, Santo Antônio do Jacinto, Felisburgo, Rio do Prado, Palmópolis, Rubim, Almenara, Joaíma, Jequitinhonha, Pedra Azul, Divisópolis, Mata Verde, Jordânia e Bandeira. A iniciativa é uma realização do Sebrae Minas em parceria com o Emater, Cimbaje, Cisral e Prefeitura Municipal de Almenara.
Entraves
De acordo com dados da Emater, em 2020, foram destinados cerca de R$ 3 milhões em recursos para serem aplicados nos programas PAA e PNAE no Vale do Jequitinhonha. Estes programas pretendem estimular a compra direta de órgãos públicos dos pequenos produtores da região, para que os recursos daí provenientes se destinem ao próprio território e gerem emprego e renda. Os municípios, contudo, têm dificuldade de comprar os produtos de origem animal (leite e derivados, ovos, peixe, mel, carne etc.), já que muitos desses alimentos não são registrados pelo serviço de inspeção.
Por conta disso, muitas prefeituras são obrigadas a comprar de empresas de outras regiões que possuem esse registro. Essa prática também se aplica à rede de supermercados, mercearias e padarias, que também só podem comercializar produtos inspecionados. “A falta do serviço de inspeção tornava o processo bem complicado e caro para o produtor, problema que, felizmente, será solucionado”, explica Humberto.
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