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Cafés especiais e queijos artesanais ampliam visibilidade da Mantiqueira de Minas no cenário nacional

Com apoio do Sebrae Minas, participação em eventos de cafés e conquista do prêmio Super Ouro na Expoqueijo de Araxá reforçam o reconhecimento da região como referência em produtos de origem
Por Luciana Trindade
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Referência nacional na produção de cafés especiais, a Mantiqueira de Minas vive momento de reconhecimento pela excelência de seus produtos de origem, como os cafés especiais e os queijos artesanais. Nos últimos dias, a região reforçou as ações de promoção da Indicação Geográfica e da ampliação de oportunidades para os produtores de cafés especiais durante a participação no Connection Terroirs do Brasil, em Gramado (RS), e no São Paulo Coffee Festival, em São Paulo (SP). O fim de semana foi coroado com a conquista do Troféu Super Ouro pelo Queijo Maranata, de Virgínia, durante a ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards.

As ações integram um trabalho contínuo desenvolvido com o apoio do Sebrae Minas para ampliar o reconhecimento da origem, destacar os diferenciais dos produtos e os modos de produção da região e gerar novas oportunidades para os produtores. As iniciativas buscam evidenciar a história, a cultura e a identidade que fazem da Mantiqueira de Minas uma das origens cafeeiras mais reconhecidas do país.

“A Mantiqueira de Minas tem uma base sólida de governança e organização e conta oportunidades para ampliar o engajamento dos produtores e avançar em ações de comunicação, capacitação e comercialização. Isso reforça a importância de transformar a força da nossa origem de produtos em experiências que gerem valor para o mercado e fortaleçam a reputação coletiva da região”, afirma a analista do Sebrae Minas Ticiana Lopes.

Do reconhecimento da origem à conexão com o consumidor

Em relação aos cafés especiais, o primeiro compromisso aconteceu em Gramado, durante o Connection Terroirs do Brasil, evento que reuniu produtos brasileiros com IGs reconhecidas e promoveu discussões sobre desenvolvimento territorial, turismo, cultura e agregação de valor. A experiência permitiu à comitiva da Mantiqueira de Minas conhecer iniciativas de diferentes regiões do país e observar, na prática, como a valorização da origem pode fortalecer economias locais, criar experiências para os consumidores e ampliar a reputação dos territórios.

A agenda de promoção da Mantiqueira de Minas seguiu no São Paulo Coffee Festival, um dos principais eventos da cultura cafeeira da América Latina. O festival paulista proporcionou à região a oportunidade de apresentar seus cafés e sua identidade diretamente a consumidores, especialistas, cafeterias e compradores de diferentes partes do país.

Segundo a produtora de café Carolina Vono Alckmin, a participação no São Paulo Coffee Festival reforçou a presença da IG em um dos principais centros consumidores do país e contribuiu para ampliar a visibilidade da marca junto a um público cada vez mais interessado em conhecer a procedência dos produtos que consome.

“Existe um movimento coletivo forte e organizado em torno da Mantiqueira de Minas, que envolve produtores, cooperativas, associações e instituições parceiras. Conseguimos uma ativação importante da marca, levando elementos que representam nosso território e nossa identidade, o que nos posiciona de forma muito positiva diante de um público altamente qualificado”, destaca.

“A presença dos produtores nestes eventos é fundamental para mostrar a força da nossa origem. Todo o reconhecimento conquistado até aqui é resultado de um trabalho intenso, construído em equipe e com muito comprometimento de todos os envolvidos”, ressalta a também produtora rural Simone Carneiro.

Concurso internacional

A Mantiqueira de Minas também celebra a conquista do Rancho Maranata durante a ExpoQueijo Brasil 2026, em Araxá. Foi a segunda vez consecutiva que um queijo brasileiro conquista o prêmio máximo da competição, principal reconhecimento do concurso internacional no evento.

O queijo vencedor disputou a categoria Queijo de leite cru, casca lisa e/ou lavada, com ou sem aquecimento, acima de 180 dias de maturação, vencendo concorrentes tradicionais, entre eles alguns dos mais consagrados produtores italianos de queijos de longa maturação.

O produtor Henrique Lamim participa do concurso desde 2022 e teve uma sequência de evolução até chegar ao principal título da competição. Em 2023 conquistou a medalha de bronze; em 2024 recebeu a prata; em 2025 alcançou 96 pontos, mas terminou fora da classificação final. Neste ano, a dedicação foi recompensada com o reconhecimento máximo da competição.

“Estamos na região da Mantiqueira, região recém-caracterizada. São dez municípios que podem produzir esse queijo de massa cozida, trazido pelos imigrantes italianos há mais de 300 anos e que hoje tem nome e sobrenome: Mantiqueira de Minas. Concorremos com os reis do parmesão, como o Parmigiano Reggiano e o Grana Padano, e, com a graça de Deus, nosso queijo, com nove meses de maturação, conquistou o Ouro e o Super Ouro”, disse o produtor.

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Assessoria de Imprensa Sebrae Minas| Regional Sul

Luciana Trindade

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