A pandemia da Covid-19 acelerou os processos que já estavam em andamento, como a digitalização e o consumo de conteúdo on-line. A mudança nos hábitos do consumidor trouxe reflexos diretos para a indústria mundial do audiovisual, que, consequentemente, não parou de se reinventar. Porém, criar estratégias de vendas e de distribuição ainda continua sendo um desafio para os negócios do segmento. Não foi à toa que o assunto teve destaque no painel ‘Distribuição: subversão ou profusão de janelas, onde exibir’, realizado nesta terça-feira (7/12), durante a MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo 2021.
Participaram dessa discussão a diretora de conteúdo da Elo Company, Bárbara Sturm. Durante a conversa, ela reforçou a importância de se olhar para o mercado no início do processo de produção criativa, já que para se fazer a distribuição e divulgação de um filme é necessário muito planejamento. “Você precisa saber quem é seu público. É o que chamamos de ‘design de audiência’. Fazemos essa discussão antes mesmo de ir para o set”, explica a diretora.
Bárbara ainda ressaltou o surgimento dos serviços de streaming e como tem crescido e se consolidado no mercado. “O isolamento social provocado pela pandemia fez com que as pessoas, ao ficar em casa, assistissem mais filmes e séries. Não é à toa que isso potencializou ainda mais o mercado de streaming, assim como os canais de TV pagos”, justifica.
O bate-papo também teve a participação de Igor Kupstas, diretor da O2 Play, empresa que realizou o filme ‘Os 7 prisioneiros’, um drama de Alexandre Moratto, disponível na Netflix. O sucesso da produção mostrou que sair do óbvio é uma boa opção para conquistar a preferência do público. “Hoje, o que mais vale no mercado é a atenção. Se você consegue que as pessoas deem atenção para o que está fazendo, você consegue fazer dinheiro. Percebemos que não é necessário ficar preso apenas às caixas dos filmes que fazem sucesso, podemos ousar, e foi o que esse trabalho nos mostrou”, afirma Kupstas.
Porém, não é de hoje que produtores têm procurado alternativas para colocar as obras em cena. O diretor da O2Play conta que parte das produções acaba sendo disponibilizada pelos próprios diretores e produtores que enviam as webséries, séries e filmes diretamente para os maiores players do mercado. “Muito do nosso trabalho é independente, já que a Ancine passa por momentos difíceis. É bom ter um filme original, mas se a sua ideia for muito diferente do que está em alta, dificilmente vai engrenar. Por isso, usamos outras estratégias como a auto-distribuição para chegarmos até os players”, diz.
Rodada de Negócios
Outra estratégia comentada pelos convidados do painel e que seria uma opção para que pequenas produtoras se aproximem de distribuidores de conteúdo audiovisual são as Rodada de Negócios da MAX. “Esses encontros são excelentes oportunidades de apresentar projetos aos grandes players do mercado. Nesses ambientes, conseguimos direcionar a atenção para as empresas que realmente tem a ver com nossa obra. Como se fosse uma via de mão dupla”, diz a diretora de conteúdo da Elo Company, Bárbara Sturm.
Neste ano, a edição da Rodada de Negócios da MAX bateu recorde de inscritos com mais de 800 projetos – entre longas-metragens, séries, programas de TV, documentários e reality shows – de 313 produtores independentes e criadores de conteúdos de 24 estados. Os encontros on-line começaram no dia 6 de dezembro e terminam nesta quarta-feira (8/12). Já as capacitações gratuitas para o segmento audiovisual vão até quinta-feira (9/12) e as inscrições ainda podem ser feitas pelo max.sebraemg.com.br
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MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo 2021
Até 9 de dezembro
(Rodadas de Negócios de até o dia 8/12 e capacitações de 7 a 9/12)
Gratuito e on-line
Inscrições: max.sebraemg.com.br
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