Composta por 22 municípios mineiros no Vale do Jequitinhonha, a Chapada de Minas celebrou nesta terça-feira (24/2) a conquista da Indicação Geográfica, na modalidade Indicação de Procedência. O pedido de registro foi deferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão federal responsável pelo registro de marcas, patentes e desenhos industriais e vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A conquista foi fruto da atuação conjunta do Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM) e do Sebrae Minas.
O número de Indicações Geográficas nacionais aumenta para 156, sendo 124 do tipo Indicações de Procedência (IP) e 32 Denominações de Origem (DO). Em Minas Gerais, a Chapada de Minas foi a sétima região de café a obter o reconhecimento – as outras são Cerrado Mineiro, Mantiqueira de Minas e a Canastra, todas DO’s; além das Matas de Minas, Sudoeste de Minas e Campos das Vertentes, que são IP’s.

O reconhecimento reforça o papel das IGs como instrumentos de valorização territorial, proteção do saber-fazer e estímulo ao desenvolvimento econômico regional, especialmente para pequenos produtores. Com a nova IG, crescem as possibilidades de nivelamento da qualidade dos produtos, a visibilidade da região e a expansão para novos mercados.
“Além do impacto econômico, os cafés da Chapada de Minas ajudam a consolidar a identidade regional, desenvolvimento da produção e do comércio, reconhecimento de mercado e competitividade para os diversos produtores no cenário nacional e internacional. A conquista da Indicação Geográfica representa um reconhecimento justo ao trabalho e ao empenho diário dos produtores, que se dedicam continuamente a elevar os padrões de qualidade do café da região”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.
A presidente do Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM), Carmem Lídia Junqueira, comemora a inserção da Chapada de Minas no mapa do Brasil como região produtora reconhecida: “Essa conquista é resultado de um trabalho árduo, construído com dedicação e perseverança ao longo dos anos. Destacamos, de forma especial, o papel fundamental do Sebrae como grande parceiro dos produtores da região, oferecendo suporte técnico, orientação e confiança em nosso potencial. A atuação em conjunta com o ICCM foi decisiva para alcançarmos esse marco histórico. A Chapada de Minas é formada por pequenos grandes produtores, que se dedicam diariamente e são merecedores da valorização de seu produto e de sua história”.
Quase 6 mil produtores
A Região da Chapada de Minas e formada pelos municípios de Água Boa, Angelândia, Aricanduva, Capelinha, Caraí, Carbonita, Catuji, Diamantina, Felício dos Santos, Franciscópolis, Itaipé, Itamarandiba, José Gonçalves, Ladainha, Leme do Prado, Malacacheta, Minas Novas, Novo Cruzeiro, Senador Modestino Gonçalves, Setubinha, Turmalina e Veredinha. O território conta com cerca de 5,8 mil produtores em uma área de 30 mil hectares cultivados, com produção anual estimada em 400 mil sacas.

A região envolve uma população de 362 mil habitantes e movimenta aproximadamente 20 mil empregos somente no café, entre diretos e indiretos, consolidando-se como importante polo produtivo e socioeconômico de Minas Gerais.
Os cafés da Chapada de Minas se destacam pelo sabor doce e marcante, com notas de chocolate e caramelo harmonizadas por delicadas nuances de frutas vermelhas. No aroma, apresentam intensidade e elegância, com perfil amanteigado e presença frutada que se sobressai na xícara. De corpo intenso e aveludado, oferecem uma experiência sensorial envolvente, sustentada por acidez málica de média a alta, que confere vivacidade ao conjunto. A finalização é equilibrada e prolongada, deixando um retrogosto agradável e persistente.
Parceria longeva
O registro da Região da Chapada de Minas havia sido protocolado no INPI em setembro do ano passado. O Sebrae Minas trabalha em parceria com o Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM) desde a sua criação, em 2018. A parceria teve como foco o desenvolvimento técnico e gerencial dos produtores, por meio de treinamentos, capacitações, visitas técnicas a feiras e eventos do setor, além de Dias de Campo — imersões em propriedades de referência que servem como modelo de boas práticas.
Em 2019, foi lançada a marca território “Chapada de Minas”, que assegurou a procedência e a qualidade do café produzido no território. A marca não apenas garante ao consumidor a autenticidade da origem, mas também fortaleceu a governança local e agrega valor ao produto, ampliando sua competitividade no mercado.
Outro avanço importante foi a participação dos produtores no Programa Educampo, plataforma tecnológica de consultoria do Sebrae, em parceria com cooperativas e instituições do setor. A ferramenta oferece informações gerenciais e indicadores de desempenho que auxiliam na tomada de decisão, melhoram a gestão das propriedades e impulsionam produtividade e rentabilidade.
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