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Menos burocracia e mais crédito: Delta Forum aborda novo ambiente para empreender na Argentina

País investiu na revitalização do ambiente de negócios para estimular o desenvolvimento econômico
Por Flávia Ferraz (Stark)
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A revitalização do ambiente de negócios e a retomada do crescimento econômico foram a temática central do painel “Transformações econômicas na Argentina: reformas e impactos”, realizado durante o Delta Forum’26, principal evento de desenvolvimento econômico do estado, nesta quarta-feira (8/4), na sede do Sebrae Minas, em Belo Horizonte.

As medidas adotadas pelo presidente Javier Milei quando assumiu o governo, em dezembro de 2023, com a proposta de implementar mudanças estruturais voltadas para a liberdade econômica, são também oportunidade para o Brasil, maior parceiro comercial do país. Este cenário foi apresentado pelo assessor do Subsecretário de PyMEs (Pequenas e Médias Empresas), Eduardo Regondi, e pelo diretor nacional de Fortalecimento da Competitividade PyME, Juan Ignacio Serrats, ambos do Ministerio de Economía de la Nación, na Argentina.

Responsável pela condução do painel, o diretor técnico do Sebrae Minas, Douglas Cabido, ressaltou que as mudanças na gestão de Milei são um exemplo, especialmente, para Minas Gerais. “Temos uma mentalidade empreendedora, e trabalhamos para aumentar a competitividade das pequenas e médias empresas, investindo em ações que promovam acesso a novos mercados, digitalização de processos e boas práticas de gestão”, frisa.

Cabido também adiantou que os gestores públicos vencedores da 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, anunciado nesta terça-feira, 7 de abril, em Belo Horizonte, vão participar de uma missão técnica para Buenos Aires, em maio deste ano.

PyMEs: motor da economia argentina

Medidas que promovem a redução da carga tributária, desaceleram a inflação, incentivam o crédito e geram estabilidade econômica, fomentam um ambiente de negócios mais favorável para a pequenas e médias empresas argentinas. “Elas apresentam grande relevância na geração de emprego e renda. Temos cerca de 530 mil empregadores PME, que representam quase 99% do total de empresas do país, 65% do emprego privado formal e 50% do faturamento do setor empresarial”, destacou Regondi.

O painel também abordou a visão dos empreendedores argentinos diante das transformações econômicas que estão sendo promovidas pelo atual governo. “Sabemos que é um processo que também tem suas dores. No entanto, hoje, o empresário na Argentina tem previsibilidade, otimismo e esperança. Isso havia desaparecido por 20 anos de estancamento econômico. A médio prazo, teremos uma economia crescente, pois já percebemos escuta ativa do empresariado, vontade de trabalhar e uma ‘luz no fim do túnel”, frisou Juan Ignacio Serrats.

Painel “Transformações econômicas na Argentina: reformas e impactos”: revitalização do ambiente de negócios impulsiona a retomada do crescimento econômico no país vizinho

Atração de investimentos

A redução do risco-país – que sinaliza maior confiança dos investidores na capacidade de pagamento do país, facilitando futuras captações internacionais -, é outro indicativo de que a Argentina está se tornando mais atrativa para o capital estrangeiro. “Este índice, que já chegou a 3 mil, hoje está em 550. Restrições que limitavam pagamentos ao exterior foram eliminadas, permitindo maior previsibilidade nas transações comerciais. As PyMEs passaram a realizar pagamentos externos com prazos de até 30 dias, o que contribui para destravar negócios e fortalecer relações comerciais, inclusive com empresas brasileiras”, explicou Regondi.

Outra frente importante é a digitalização e a simplificação do acesso a serviços financeiros. Plataformas que conectam empresas a bancos e instituições jurídicas vêm ampliando a demanda por crédito, com consultas que saltaram de 50 mil para três milhões por mês. “É outro indicativo de maior dinamismo e inclusão financeira, sem a necessidade de burocracia excessiva”, citou Serrats.

Neste contexto, o governo também tem adotado uma série de medidas para estimular o crédito, com a ampliação do acesso a financiamentos, redução das taxas de juros e condições mais flexíveis de pagamento, com parcelamentos que podem chegar a quase sete anos. “São mudanças que refletem uma nova mentalidade na administração pública argentina, com uma percepção crescente de que o ambiente atual oferece condições mais favoráveis para o desenvolvimento econômico, devolvendo ao setor privado a capacidade de investir, crescer e gerar empregos”, finalizou Regondi.

Assessoria de Imprensa Sebrae Minas

Flávia Ferraz (Stark)
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