A empresária Marisa Pereira Rosa, de 44 anos, se sentiu perdida e sem horizontes quando foi decretado o lockdown em Araguari, no Triângulo Mineiro, em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Com uma empresa especializada em bem-casados para eventos de casamento, ela conta que, em uma semana, todos os contratos de 2020 foram cancelados.
“Mantinha a confeitaria há 10 anos, tinha duas funcionárias e uma filha de 20 anos para sustentar. O negócio impactava não só minha vida como também a renda de outras pessoas também dependia dele”, recorda.
Segundo a empresária, a primeira atitude foi dar férias para as funcionárias e pensar no futuro do negócio e o desafio de permanecer no mercado, já que tinha uma cozinha montada, mão de obra, know-how e credibilidade da marca. “Tomando um café e olhando pela janela do meu apartamento, sabia que tudo aquilo teria um propósito. Então, me veio a ideia da diversificação dos produtos. Foi aí, que recorri ao caderno de receitas da minha mãe”, lembra a empresária.
No caderno de receitas, Marisa se inspirou em pratos tradicionais da família, delícias repletas de memórias afetivas. “Entrei na cozinha e fiquei sozinha de portas fechadas por 15 dias, fazendo receitas que nunca tinha feito, testando tudo e chamando amigos para experimentar”, conta.
Já com algumas receitas selecionadas e testadas, a empreendedora fazia os pratos e dava de presente para os amigos. Dessa forma, veio a ideia de produzir cestas de café da manhã. “Estávamos aproximando da Páscoa e tinha uma série de produtos prontos. Chamei minhas funcionárias, que estavam de férias, e enfrentamos aquele momento de recomeço juntas. Apesar da empresa estar fechada conseguimos vender bem para a entrega”, comemora.
Foi assim que Marisa enxergou uma nova oportunidade. Recontratou as funcionárias e reestruturou seu negócio. Assim surgiu a Caramaella, em um novo formato, mas sem abandonar o carro-chefe da empresa: os bem-casados. “Temos vários produtos para pronta-entrega entre eles: bolos caseiros, brownie, bolachinha de nata, pão italiano e uma diversidade de produtos. Mesmo depois da pandemia, quero continuar oferecendo esse mix variado de produtos para meus clientes”, afirma.
Apoio para empreender
Atenta às novas demandas do mercado e à necessidade de adequar seu negócio para crescer mesmo em meio à pandemia, Marisa procurou o Sebrae Minas. “Precisamos pensar adiante e, agora que estou com o negócio reestruturado, com vendas pela internet e entrega a domicílio, resolvi me melhorar o marketing digital da empresa”, destaca.
Para o consultor do Sebrae Minas Elder Lima, este não é o momento de ficar parado. É hora de continuar buscando conhecimento para não ser surpreendido lá na frente. “A Marisa é um exemplo de empreendedora que se reinventou em meio a crise. Não Essas são algumas dicas para quem quer ficar no prejuízo: procure novos rumos e fique atento às mudanças do mercado”, explica o analista do Sebrae Minas.
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