Uma receita familiar de mais de 100 anos motivou a administradora de empresas Natália Catarina Saviott Gusmão a deixar o emprego de vendedora de software em uma empresa de engenharia em Belo Horizonte, onde trabalhava desde 2006, para empreender. Com o incremento de alguns ingredientes, a receita especial de biscoito trazida da Itália pela sua bisavó Lôla, no início do século XX, deu um sabor especial às iguarias produzidas pela Lôla Saviott Biscoitos e Doces Artesanais.
Usando como base a massa do biscoito familiar, Natália, em parceria com a mãe e a irmã, produz nove opções de biscoitos, sete doces e dois salgados, tudo à moda antiga, modelados a mão, um a um. “É uma massa bem versátil e diferenciada e, com um pouco de criatividade, aperfeiçoamos a receita. Hoje, o nosso carro-chefe é o famoso ‘Romeu e Julieta’, que leva queijo parmesão e goiabada. É um biscoito que não se encontra em lugar nenhum”, explica Natália, que brinca que é preciso comê-lo de joelhos.
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Oportunidade saborosa
Com a pandemia da covid-19, milhares de pessoas se tornaram microempreendedores individuais (MEI) por necessidade e também por oportunidade. Somente em Minas Gerais, o número de formalizações de MEI aumentou 19% durante a pandemia, entre março de 2020 e março de 2021, totalizando 204.748 novos registros. Entre os novos MEI, está Natália.
A ideia de criar o negócio surgiu logo no início da pandemia como forma de ocupar o tempo e ainda gerar uma renda. Neste mês de maio, o empreendimento completa um ano. “Certo dia, minha mãe estava fazendo alguns biscoitos e, então, propus produzirmos para vender. Com a ajuda da minha irmã começamos a testar a receita com outros ingredientes e passamos a oferecer para as pessoas próximas. Rapidamente a novidade se espalhou”, conta Natália.
Além da propaganda boca a boca, os Biscoitos Artesanais Lôla Saviott são divulgados no Instagram e podem ser encontrados no iFood. No segundo semestre do ano passado, os produtos estavam sendo comercializados em uma loja colaborativa de mães empreendedoras no BH Shopping.
“Até o mês de dezembro tivemos um bom retorno com a loja. Vendíamos uma média de 3.300 unidades por mês”, revela. Mas com as restrições impostas pela pandemia e os decretos municipais, o espaço ficou fechado por dois meses e ficou inviável continuar no shopping. Atualmente, os biscoitos são vendidos somente on-line.
Com o fim da pandemia, a expectativa da empreendedora é investir em um espaço próprio, para produção e venda dos biscoitos, e também para oferecer cafés e chás para os clientes. “A empreitada está sendo um grande desafio. Não é fácil cuidar de duas crianças, da casa e do negócio. A nossa ideia é separar a casa da empresa e crescer pouco a pouco, mas sem perder o foco de fazer biscoitos sempre fresquinhos e saborosos, como na época da minha bisavó”.
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