A produção do queijo da Canastra faz parte da história da família de Guilherme Henrique Silva muito antes da criação da Queijaria Capela Velha, em São Roque de Minas. Ao lado dos irmãos Alexandre e Flávia, o produtor cresceu acompanhando a rotina da fazenda, marcada pela ordenha no curral, criação de gado e fabricação artesanal de queijo conduzida pelo avô Francisco, conhecido na região como Chico do Heitor.
Reconhecido como um exímio produtor do Queijo Canastra, Chico do Heitor era referência local não apenas pela produção do queijo artesanal, mas pela criação de gado da raça Caracu, um gado rústico europeu que se adaptou bem ao clima da Canastra e se tornou um dos símbolos da propriedade. Foi diante do legado do avô que Guilherme se formou em Agronomia, pela Universidade Federal de Lavras, e decidiu voltar para São Roque e manter viva a tradição familiar.
Há nove anos, a família estruturou a queijaria na Fazenda São Bento Capela Velha com foco na maturação dos queijos produzidos na propriedade. No espaço adequado às exigências da legislação federal para produtos artesanais, a produção diária tem média de 20 queijos, com maturação entre 14 e 16 dias. De casca amarelo-ouro, aparência rústica e podendo apresentar mofo branco natural conforme a época do ano, o Queijo Minas Artesanal Capela Velha proporciona uma experiência gastronômica diferenciada. Possui massa macia, amanteigada, e sabor lácteo, que lembra o leite fresco recém ordenhado.
Reconhecimento
O modo de fazer o Queijo Canastra foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Iphan, em 2008. O método é baseado no uso de leite cru, pingo e técnicas passadas de geração em geração, assim como na Queijaria Capela Velha que, por meio do Selo Arte, comercializa o queijo Canastra em diversos estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná.
A Queijaria Capela já coleciona prêmios na última década. O primeiro grande reconhecimento foi a medalha de Prata no Mondial du Fromage, na França, em 2017. Em 2019, obteve Bronze no mesmo prêmio. Em 2020, a queijaria recebeu medalha de Prata no Concurso Estadual de Minas Gerais. O tão sonhado Ouro chegou no Concurso Mundial do Brasil e na Expo Queijo, em Araxá. Em 2025, levou o quinto lugar no Concurso Estadual de Minas Gerais
Canastra, a terra do queijo
A Serra da Canastra é reconhecida pela produção do tradicional Queijo da Canastra, fabricado artesanalmente há cerca de 200 anos por famílias da região. Em 2012, o produto recebeu a Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Atualmente, os produtores dos municípios de Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São João Batista do Glória, São Roque de Minas, Tapiraí e Vargem Bonita possuem autorização para comercializar o queijo com o selo de origem da Canastra, que garante autenticidade, rastreabilidade e combate à falsificação do produto. A região também utiliza a chamada etiqueta de caseína, tecnologia implantada após missão internacional do Sebrae Minas e Aprocan à França, em 2017. O selo produzido a partir de proteína do leite contém um código único que permite identificar o produtor, a origem e a data de fabricação do queijo.
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Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Centro-Oeste e Sudoeste
Thiago Carvalho (Stark) – [email protected]

