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O teatro resiste à pandemia

Diretor mineiro conta sua história de perseverança em meio à maior crise sanitária deste século
Por Redação
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A economia criativa é um setor composto, principalmente, por profissionais autônomos e micro e pequenas empresas que, em sua maioria, não possuem verba suficiente para se manterem inativos por longos períodos. Desde o início da pandemia, a área foi fortemente impactada e, segundo a Pesquisa de Conjuntura do Setor de Economia Criativa – Efeitos da Crise da Covid-19, realizada no ano passado pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas, 88,6% de seus profissionais declararam queda no faturamento.

Um exemplo é o caso do diretor, produtor, professor e roteirista de Divinópolis Markus Marques, pioneiro na abertura de uma escola de teatro no município mineiro, há 28 anos. Desde o ano passado, a principal fonte de renda dele tornou-se inexistente.

“O teatro é uma arte milenar que se baseia em uma tríade: o que se vê, o imaginado e quem vê. A questão é que sem esse último elemento, o público, ele não se sustenta. Quando as medidas de distanciamento começaram, o medo era exatamente esse, afinal, os espaços foram fechados e por muito tempo os profissionais da área se sentiram desamparados”, conta.

Assim como vários outros setores e negócios, Markus apostou na tecnologia como meio de manter sua empresa, o Núcleo de Estudos de Artes Cênicas – Escola Livre de Teatro (Neac), em atividade por um tempo: o público continuou presente nas lives, oficinas e apresentações realizadas por meio das redes sociais. Porém, com o passar dos meses, ainda impossibilitado de ministrar aulas presenciais ou realizar espetáculos, o diretor viu sua plateia se tornar cada vez mais escassa. “Matrículas foram desfeitas e até mesmo uma peça pronta para a estreia foi cancelada, coisa que tinha acontecido uma única vez nos meus 40 anos de trabalho e por uma questão burocrática”, explica Markus.

Quando Divinópolis retornou para a onda amarela, que permitia a reunião de um número limitado de pessoas, ele tentou voltar com as atividades presenciais, mas sem sucesso. “A quantidade de alunos estava baixa e não houve grande adesão nem mesmo com a oferta de um curso gratuito, resultado de um projeto social que mantenho há vários anos”. Cerca de três meses após o início da pandemia, o diretor teve de abrir mão do espaço que alugava para a escola, que segue sem sede.

Mesmo assim, Markus não permitiu que as atividades parassem por completo. Ele ainda conta com uma turma de estudantes que fizeram da tela do celular o seu novo palco. Como fonte de renda alternativa, o diretor também decidiu atuar com a venda de alimentos, como caponatas, tortas e conservas, que ele mesmo produz.

Sobre o futuro, o diretor acredita que haverá uma explosão de novos artistas, textos e espetáculos, mas prevê que o setor cultural continuará prejudicado por, pelo menos, cinco anos. “Desde que tudo isso (pandemia) começou, tenho enchido meu computador com textos e projetos. Há material para realizar vários festivais, mas não consigo projetar quando será o primeiro. Porém, sei que isso não é o pior. Conseguir vencer a pandemia, para mim, já terá sido incrível”, diz.

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