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O Grupo In-Cena de Teatro é reconhecido pela alta qualidade das suas montagens. Originário de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, foi o primeiro a se profissionalizar na região. Em 2013, o coletivo fundou o Instituto Cultural In-Cena, responsável pela realização do Festival de Teatro de Teófilo Otoni (Festto), que colocou a cidade na rota dos mais importantes festivais do calendário cultural de Minas Gerais.
Perto de completar 15 anos de existência, o grupo encontrou na economia criativa uma alternativa econômica para enfrentar a desigualdade social e estimular a cultura empreendedora no campo das artes. A sede do instituto está situada numa região de alta vulnerabilidade social. No local, jovens têm a autoestima resgatada por meio do teatro, da música, do cinema, das artes plásticas, das artes visuais, da dança e da literatura.
“Quando aplicada à arte, a economia criativa alavanca empregos diretos e indiretos e produz renda”, explica o diretor do Instituto Cultural In-Cena e do Grupo In-Cena, André Luiz Dias.
Assim como boa parte da classe artística, o In-Cena também precisou se reinventar para lidar com as limitações impostas pela pandemia. Acostumados ao calor do público, os atores tiveram que se adaptar à nova realidade e migrar para as ações on-line.
“Passamos a realizar trabalhos no formato audiovisual e a explorar as possibilidades dadas pelas plataformas de streaming. Em paralelo, investimos em cursos rápidos para capacitar nossa equipe a atender outras demandas do mercado, sem perder a maestria e a excelência que buscamos imprimir ao trabalho”, acrescenta o diretor.
Essas iniciativas possibilitaram ao grupo manter todas as atividades planejadas e ainda ampliar sua rede de trabalho. Atualmente, a instituição conta com aproximadamente 26 colaboradores espalhados por Teófilo Otoni, Padre Paraíso, Machacalis, Santa Helena de Minas e Pavão. O investimento anual para manter o instituto em pleno funcionamento gira em torno de R$360 mil.
“É muito importante a gente pensar que o Instituto Cultural In-Cena não é só um grupo de teatro, mas sim uma usina que abarca várias atividades. Entramos em 2021 ampliando a contratação de profissionais para uma demanda de trabalho que aumentou significativamente”, destaca André.
Gerar receita
O planejamento traçado ao longo dos últimos anos e a aprovação de projetos em editais públicos, além da recente Lei Aldir Blanc, têm possibilitado à instituição atravessar o momento de crise sem grandes prejuízos. “Temos uma rede de parceiros muito grande, tanto em nível estadual quanto nacional, pois não estamos limitados a Minas Gerais. E a crença de que a arte não precisa se limitar ao entretenimento nos permitiu abrir espaço em empresas de médio e grande porte, para as quais também trabalhamos”, informa.
Os seis primeiros meses de pandemia, segundo ele, foram os mais complicados. A queda no rendimento dos atores chegou a quase 60%, o que obrigou o grupo a buscar alternativas para gerar receitas. “Tínhamos um capital de giro, um caixa de anos anteriores, que nos possibilitava manter a equipe toda, não precisei dispensar ninguém. A equipe fez cursos de formação visando o segundo semestre de 2020 e, logo em seguida, a gente conseguiu estabilizar novamente esse fluxo de caixa. O próprio Sebrae foi um parceiro imenso nos assessorando para que a gente conseguisse dar continuidade a esses trabalhos, conta.
Projetos Lá e Cá
O Sebrae Minas é um grande incentivador da economia criativa nos vales do Mucuri e Jequitinhonha. A instituição atua para estimular modelos inovadores nas áreas de arquitetura; artes visuais; cinema; televisão; publicidade e outras mídias; design; games; editoração; música; moda e comunicação. E apoia o Festival de Teatro de Teófilo Otoni – FESTTO e negócios criativos que valorizam a identidade local, como o Projeto Lá e Cá, do Grupo In-Cena, que há alguns anos oferece capacitação à classe artística dessas regiões.
O Programa de Desenvolvimento de Carreiras na Música é outra realização do Sebrae Minas com a proposta de capacitar os profissionais do setor e incentivar o empreendedorismo em Diamantina e região. No curso, os músicos aprendem que uma trajetória bem-sucedida implica ter metas e objetivos bem definidos, entender a dinâmica do mercado musical, gerir a própria carreira como um negócio e estar atento a questões como direitos autorais e distribuição digital, entre outras.
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