A peruana Jameny Rivera, 38 anos, tem um empreendimento familiar em Belo Horizonte. A Rivera Criações traz o sobrenome da família andina em sua marca. A mãe de Jameny, Lourdes Rivera, é a grande mentora do negócio, formalizado há cinco anos. E Jameny, que é formada em design pela UFMG, aplica seus conhecimentos nas criações. São bolsas, bonecas, mantas e outras peças que misturam artesanato e arte gráfica, em um conceito que preza pela sustentabilidade.
A história da família Rivera no Brasil começou há mais de 30 anos, quando o pai de Jameny decidiu imigrar para o Rio de Janeiro. Logo em seguida, Jameny veio com a mãe. Da capital fluminense, a família se mudou para Belo Horizonte, onde está há 23 anos. “Normalmente, quando você começa um empreendimento, seus familiares se tornam os primeiros clientes. Mas, quando você é migrante, não tem essas pessoas próximas para iniciar. Sem contar o fato de que nosso círculo de amizades é muito menor. Por isso, a saída que encontramos foi vender para os amigos, embora eles também não constituam um círculo tão grande”, diz Jameny.
Graças às redes sociais, a empresária conseguiu ampliar o alcance dos seus produtos. Até a decretação da pandemia, as postagens que ela fazia se resumiam a divulgar participações em eventos e feiras do setor artesanal. Essa estratégia foi reforçada quando Jameny teve acesso aos conteúdos disponibilizados gratuitamente no site do Sebrae Minas.
“Hoje, a Rivera Criações está muito mais fortalecida nas redes sociais. Fizemos um estudo para traçar uma estratégia alinhada aos interesses do público que consumia nossos produtos antes da pandemia. Valorizamos, sobretudo, nossa herança cultural. E nossa página no Instagram reflete exatamente a diversidade que é nossa característica, traduzida pelo colorido do artesanato andino”, explica.
Com a suspensão das aulas em razão da pandemia, Jameny se viu obrigada a limitar a produção de artigos de papelaria, que até então ocupava lugar de destaque no portfólio da empresa. E logo identificou na produção de máscaras uma alternativa para manter o empreendimento ativo. “Tínhamos muito tecido de algodão e a venda de máscaras foi a saída que encontramos para superar as limitações trazidas pela pandemia. Mas, com a flexibilização das restrições, já começamos a receber novamente encomendas de papelaria”, comemora a empreendedora.
Migrantes e Refugiados em Minas
O Sebrae Minas, o Governo de Minas, por meio da Subsecretaria de Direitos Humanos, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) atuam em parceria para oferecer aos migrantes (emigrantes brasileiros retornados e imigrantes) e refugiados em Minas Gerais oportunidades de trabalho, renda e cidadania.
Para facilitar o acesso desse público a informações e materiais de orientação e capacitação empresarial, o Sebrae Minas lançou a página Migrantes e Refugiados em Minas. Nesse ambiente virtual, são oferecidos conteúdos próprios e produzidos por instituições parceiras para apoiar a jornada empreendedora dos migrantes e refugiados que vêm ou retornam a Minas Gerais em busca de uma oportunidade para melhorar suas condições de vida.
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