O artesanato de Minas Gerais chega a São Paulo com uma estratégia que combina geração de negócios e reposicionamento da produção artesanal como expressão contemporânea de arte e design. Entre os dias 13 e 17 de maio, o Sebrae Minas leva artesãos e artesãs ao 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, no Pavilhão da Bienal. A agenda inclui, ainda, o lançamento do livro Chão de Origem, dedicado ao Vale do Jequitinhonha, no Instituto Tomie Ohtake, um dos principais espaços culturais da capital paulista.
Por meio do Projeto Origem Minas, 8 artesãos e núcleos de produção, além de cinco microempresas de produtos típicos mineiros, vão expor seus produtos – cerâmica, barro, madeira, bordados etc – no Salão. A iniciativa conta também com a participação de outros 10 artesãos e associações no espaço do Sebrae Nacional, ampliando as oportunidades de negócios, o acesso a novos mercados e o fortalecimento das marcas.
“A presença do artesanato mineiro vai além da exposição. É uma estratégia estruturada para conectar nossos artesãos a novos compradores, ampliar mercados e valorizar saberes tradicionais que carregam identidade e história”, afirma a gerente de agronegócio e artesanato do Sebrae Minas, Priscilla Lins.
Considerado um dos principais eventos do setor no país, o Salão do Artesanato reuniu, em 2025, mais de 70 mil visitantes, com R$ 7 milhões em vendas diretas e projeção de R$ 15 milhões em negócios futuros. A rodada de negócios contou com 55 compradores de diversos estados, gerando R$ 2,65 milhões durante o evento e expectativa de R$ 15,8 milhões em até 12 meses.
Ofício que atravessa gerações

A artesã Maria Cláudia de Matos Miranda, do município de Salinas, mantém uma relação com o artesanato desde a infância. Filha de artesãos, encontrou na argila, em 2008, o caminho para transformar memória e vivência em criação. Suas peças traduzem o cotidiano da roça, histórias familiares e referências ancestrais.
“Produzo presépios, flores, casas, peças sacras, colares, canecas e copos. Essas são algumas das criações que levarei para o Salão do Artesanato. Esta será minha quarta participação e as expectativas são sempre altas. Nas edições anteriores, praticamente não voltei com peças. As vendas foram excelentes, mas, além disso, o contato com clientes e parceiros abriu portas para além da feira”, destaca.
Cultura que gera negócios
O lançamento do livro Chão de Origem, no Instituto Tomie Ohtake, é resultado de cerca de dois anos de trabalho com ceramistas da região do Vale do Jequitinhonha, com foco no resgate da identidade cultural, das referências simbólicas e dos modos de fazer tradicionais.
A força do barro que molda vidas no Vale do Jequitinhonha
A coleção apresentada no livro já passou por eventos como a ABUP Decor Show e exposições imersivas. Agora, ganha registro editorial para ampliar o alcance e consolidar o artesanato como ativo cultural e econômico.

A artesã Anísia Lima destaca a participação do artesanato local em São Paulo. “Essa edição será especial, pois vamos apresentar a nossa Coleção Chão de Origem e lançar o catálogo, levando o Vale do Jequitinhonha para um palco nacional. O Salão de Artesanato é uma grande oportunidade para nós, pois é um dos espaços que ganhamos visibilidade, acessamos novos mercados e fechamos negócios”, comemora.
A programação em São Paulo inclui, ainda, a exibição de peças da coleção e uma roda de conversa com as artesãs, conectando produção, narrativa e mercado.
“Não estamos falando apenas de expor produtos, mas de construir valor e posicionamento. Quando o artesanato ocupa espaços como o Instituto Tomie Ohtake, ele dialoga com arte, design e arquitetura, amplia seu reconhecimento e se fortalece como produto competitivo no mercado”, reforça Priscilla Lins.
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