No Dia do Artesão (19/3), o Sebrae Minas homenageia os empreendedores que têm se reinventado para manter vivas suas raízes e histórias por meio da genuína arte popular do artesanato. Ao longo dos anos, a instituição tem investido no potencial do segmento e apoiado artesãos mineiros, com iniciativas que fortalecem e valorizam a identidade cultural do estado. Além disso, promove capacitações em gestão, que têm sido de extrema importância para preparar os artesãos a enfrentarem esse momento de crise causado pela pandemia.
As bonecas em cerâmica feitas pela artesã Izalina Rosa Matos Ramalho, por exemplo, cruzam o Brasil e o mundo. Turistas que passam pela região de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, ficam encantados com a riqueza de detalhes das obras. A aposentada, que trabalha com argila há 17 anos, conta que mesmo com a pandemia continuou vendendo, além das bonecas, flores e vasos de decoração. “Não tenho o que reclamar. As vendas continuaram normalmente. Meu trabalho é reconhecido e as redes sociais têm me ajudado bastante na divulgação do meu trabalho”, explica Izalina.
O dinheiro das vendas dos produtos se transforma em renda extra que complementa a aposentadoria da artesã. Em média, o preço de uma boneca gira em torno de R$ 500,00. Izalina chega a vender até 10 peças por mês.
“Viver do artesanato é uma experiência que só veio a acrescentar social e financeiramente na minha vida. Moro em uma fazenda, próximo a uma rodovia, o que facilita a comercialização dos meus produtos”, comemora.
Com o apoio do Sebrae Minas, as obras da mineira ganharam mais destaque. Os cursos promovidos pela instituição ajudaram a artesã a melhorar a qualidade e design das peças. “A capacitação foi uma experiência que só veio acrescentar no meu trabalho e, com isso, ganhei o reconhecimento das pessoas. Hoje, me sinto realizada, mas quero melhorar ainda mais”, afirma.
O Sebrae Minas desenvolve várias ações voltadas para o segmento de artesanato nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, entre elas: cursos técnicos para criação de novos design, valorização da cultura local, e ainda, capacitações em gestão, finanças e marketing. Além disso, promove iniciativas que facilitam o acesso a novos mercados, como o apoio em feiras e eventos, além da divulgação dos produtos para lojistas e atacadistas por meio do Catálogo de Artesanato Minas Gerais.
“Na região de Araçuaí, por exemplo, promovemos cursos, capacitações, consultorias e apoiamos encontros de artesãos e missões para feiras em vários lugares do Brasil. Pretendemos criar um programa na região do Médio Jequitinhonha, em parceria com associações, grupos organizados e poder público, e que abranja cidades como: Araçuaí, Itinga, Itaobim, Medina e Santana do Araçuaí”, enfatizou o analista do Sebrae Minas Thalles Coutinho.
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