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Empreendedores do Futuro destaca protagonismo de estudantes de Coronel Fabriciano

Vinte e um projetos de educação empreendedora, desenvolvidos por estudantes da rede municipal, foram apresentados em evento do Sebrae Minas e Prefeitura
Por Fernanda Pereira
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Criatividade, inovação e conexão com a comunidade marcaram a quarta edição da Feira Empreendedores do Futuro, realizada no último sábado (11/7), na Praça da Estação, em Coronel Fabriciano. A mostra reuniu 21 trabalhos desenvolvidos nas escolas da rede municipal por meio do Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE).

Promovida pelo Sebrae Minas, em parceria com a Secretaria Municipal de Governança Educacional e Cultura, a iniciativa evidenciou o protagonismo de estudantes da educação infantil ao 9º ano do ensino fundamental, e a aplicação prática das competências empreendedoras na busca de soluções para desafios da escola e da comunidade.

A analista do Sebrae Minas Gabriele Deboni ressalta que a feira é a oportunidade de compartilhar com a comunidade parte dos resultados alcançados pelo PNEE. “O principal legado do programa é o desenvolvimento de habilidades empreendedoras, para que estudantes e professores consigam identificar problemas reais e construir soluções que façam sentido para a própria vida e para a comunidade”, afirma.

Os projetos abordaram temas como literatura, tecnologia, sustentabilidade, cidadania, hábitos saudáveis, cooperação e artes. Durante as apresentações, os estudantes demonstraram competências como autoconfiança, iniciativa, autonomia, criatividade, planejamento e comunicação.

O secretário municipal de Governança Educacional e Cultura, Carlos Alberto Serra Negra, destaca a evolução dos estudantes ao longo das edições da feira. “A cada ano, eles amadurecem mais. Estão aprendendo a empreender, pensar soluções, trabalhar em equipe e perceber que podem ser protagonistas das mudanças que desejam ver na comunidade”, frisa.

A diretora da E. M. Said Albeny, Rosiane Souza

Literatura, tecnologia e empreendedorismo

Um dos projetos apresentados na Feira foi o Said Goods, da Escola Municipal Said Albeny. Os estudantes produziram uma coleção com 23 livros para colorir, inspirados no universo Bobbie Goods, além de versões digitais com textos autorais em português e inglês, recursos de gamificação e acesso por QR Code. O estande também ofereceu experiências interativas conduzidas pelos próprios estudantes.

A diretora da escola, Rosiane Souza e Silva, explica que os estudantes vivenciaram todas as etapas do desenvolvimento de um produto, desde a criação até a apresentação ao público, exercitando competências relacionadas à comunicação, planejamento, marketing e organização. “Trabalhamos valores individuais e as habilidades empreendedoras de forma lúdica, incentivando os alunos a terem mais comprometimento com as atividades e a perceberem como o empreendedorismo pode fazer parte da vida de cada um, dentro e fora da escola”, afirma.

A estudante Isabelly Fernandes, do 5º ano, conta que o projeto exigiu muito mais do que criatividade. “Além das habilidades empreendedoras, aprendemos sobre tecnologia, desenvolvimento de jogos e várias ferramentas que não conhecíamos. Foi muito legal descobrir que podemos criar coisas diferentes usando tudo isso”, relata.

Incentivo à sustentabilidade

O projeto Banco Verde – Trocas que Transformam, da Escola Municipal Professor Francisco Letro, apresentou um sistema simbólico de créditos que recompensa atitudes sustentáveis praticadas pelos estudantes no ambiente escolar. Ao atingirem determinada pontuação, os alunos podem trocar os créditos por livros e lápis com sementes de hortaliças para cultivo.

A professora Solange Berbert avalia que a iniciativa fortaleceu a educação ambiental e competências importantes para a formação dos estudantes. “Além de modificar hábitos da turma, desenvolveu comprometimento, responsabilidade e a busca pelo conhecimento”, afirma. “Aprendemos sobre sustentabilidade, reciclagem, reutilização de materiais e economia de água e energia”, diz a estudante do 4º ano Esther Vozzi.

Tecnologia e leitura conectadas pela inovação

O estudante Arthur Luca

Com o projeto Escola Conectada e Consciente: Do Papel à Tela, a Escola Municipal Vereador Paulo Franklin demonstrou como literatura, tecnologia e inteligência artificial podem ampliar as possibilidades de aprendizagem. A iniciativa reuniu estudantes de diferentes anos na produção de obras literárias autorais, posteriormente transformadas em livros digitais interativos com recursos de animação, narração, edição multimídia e inteligência artificial. “Nos incentivou a trabalhar em equipe, fez a gente ouvir as ideias dos colegas, exercitar a criatividade e despertar ainda mais o interesse pela leitura e pela escrita”, conta o aluno Arthur Luca, do 5º ano.

Para a vice-diretora da escola, Mirian Lopes, o principal resultado do projeto foi o desenvolvimento de competências que permanecerão ao longo da vida dos estudantes. “Mais do que produzir livros, eles aprenderam valores importantes, como autonomia, persistência, respeito e trabalho em equipe. São aprendizados que ultrapassam a sala de aula e farão diferença para o futuro de cada um”, explica.

Assessoria de Imprensa: Sebrae Minas – Regional Rio Doce e Vale do Aço

Fernanda Pereira
(31) 98250-1752
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