Uma produção que começou sem pretensões comerciais, na região de Diamantina, carrega hoje diversas premiações nacionais e, ainda, atrai turistas para vivenciar o modo de fazer do Queijo Braúnas. O responsável pela gestão deste negócio que mantém uma tradição centenária é Ewerton Sebastião de Almeida.
Em 2016, ele transformou a produção voltada para o consumo familiar a partir do investimento em maturação, identidade regional e participação em concursos especializados. “Essa história tem início há mais de um século, quando meu avô e meu pai se dedicavam à extração de diamante, e produziam o queijo para consumo próprio. Resolvi fazer esse resgate com foco no queijo branco, depois, conheci a maturação”, lembra.
Hoje, o queijo de casca enrugada e mofada naturalmente, é reconhecido pela massa firme, porém cremosa, e perfil sensorial favorecido pelas características de clima e relevo da Serra do Espinhaço, a 1.300 m de altitude. Entre as premiações conquistadas pela queijaria estão: Ouro no Prêmio Queijo Brasil (2018); Bronze no Prêmio Queijo Brasil (2019); Prata na ExpoQueijo Araxá (2022); Prata no Prêmio Queijo Brasil (2024); dois Ouro no Prêmio Queijo Brasil (2025); e 5º lugar estadual na categoria “casca florida”, em Itanhandu.
Queijaria como experiência turística
A localização privilegiada da propriedade, situada a 18 km do centro de Diamantina e a 60 km do Serro – duas cidades turísticas que recebem visitantes durante todo o ano -, motivou o produtor a investir em experiências de turismo rural. Mediante agendamento prévio, é possível realizar uma visita guiada à queijaria, degustar queijos em diferentes maturações e tomar um café colonial com quitandas produzidas na fazenda.
“O turismo já representa 20% do meu faturamento, e este resultado poderia ser maior. A demanda de turistas é alta, mas como tenho muitas atividades na fazenda, preciso agendar as visitas”, conta. O produtor ainda integra a Rota Artesanal de Diamantina, formada também por vinícolas e cervejarias da região.
Expansão
Embora seja certificado com o selo de inspeção municipal (SIM), o Queijo Braúnas está em processo para obtenção do Selo Arte, que assegura que o produto é elaborado de forma artesanal e legaliza sua venda em todo o Brasil. Será uma oportunidade para ampliar as vendas e atrair novos turistas que desejam conhecer o modo de fazer do queijo. “A participação em festivais como o de Belo Horizonte também pode ser ampliada, com mais pessoas conhecendo o queijo, aumentam as possibilidades de novos negócios. No Festival do Queijo Artesanal de Minas, os queijos são todos vendidos antes do fim do evento”, diz.
Região produtora
A região de Diamantina foi reconhecida oficialmente como produtora de Queijo Minas Artesanal (QMA) pelo Governo de Minas Gerais, em março de 2022, destacando-se pela produção de queijos de altitude com características cremosas. O reconhecimento abrange nove municípios – Diamantina, Gouveia, Datas, Monjolos, Couto de Magalhães de Minas, São Gonçalo do Rio Preto, Felício dos Santos, Senador Modestino Gonçalves e Presidente Kubitschek -, valorizando o saber-fazer tradicional e o terroir único da região histórica.
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Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Jequitinhonha e Mucuri
Samuel Martins – [email protected]

