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Enfermeira deixa trabalho formal e abre negócio no setor da beleza na pandemia

Em um ano, Minas Gerais registrou aumento de 19% nas formalizações de MEI
Por Redação
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Em meio à pandemia do coronavírus, os Microempreendedores Individuais (MEI) de Minas Gerais conseguiram superar as restrições comerciais e se mantiveram em ritmo de crescimento.  O estado registrou aumento de 19% no total de formalizações dos MEI ao longo de um ano (março de 2020 a março de 2021), com 204.748 novos registros.  O Norte de Minas teve 9.595 formalizações no período, totalizando 60.034 registros.

A designer de sobrancelhas Ana Amélia Silva Guimarães faz parte dessa estatística.  Após alguns meses trabalhando informalmente, em agosto de 2020 ela se formalizou como MEI. Desde então, é proprietária do Espaço Ana G Sobrancellhas, no bairro São Judas, em Montes Claros.

Ana Amélia experimentou uma mudança radical na vida profissional.  Graduada em enfermagem, desde 2012, trabalhou cerca de cinco anos em hospitais de Montes Claros, mas sempre com o desejo ter seu próprio negócio. Assim, deixou a área da saúde para atuar no setor da beleza.

“Gosto da área de estética e, por isso, comecei a fazer micropigmentação de sobrancelhas em casa.  Alguns meses depois, me tornei microempreendedora Individual, pois gosto de trabalhar com tudo legalizado.  Além disso, o MEI simplifica o pagamento de impostos e ainda garante vários benefícios”, ressalta a designer.

De acordo com Ana Amélia, o fato de poder conciliar o trabalho com os cuidados com os filhos também pesou na decisão. “Hoje, posso até trabalhar por mais tempo, mas consigo dar mais atenção ao salão e a meus dois filhos. Optei por continuar cuidando das pessoas, porém, de uma maneira diferente,” destaca.

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Mudanças de rumo

Deixar a enfermagem e atuar no setor da beleza exigiu da empreendedora dedicação a cursos e capacitações. “Tenho uma boa clientela e quero oferecer um serviço de qualidade. Assim, fiz cursos com profissionais de São Paulo que são referências em micropigmentação e me especializei. Pretendo ser referência neste tipo de serviço aqui na região” enfatiza.

Como todo pequeno empreendimento, Ana também sentiu os impactos da crise. “Logo que começamos, em um espaço próprio para o negócio, chegou a pandemia e tivemos que parar. Bateu desespero, mas não desanimei. Assim, que foi autorizada a volta das atividades, retomamos o atendimento. Sentimos os efeitos tanto em relação a nossa saúde como também a saúde da empresa, mas desistir nunca foi uma opção. Isso vai passar e vamos seguir em frente.”, ressalta.

Para o analista do Sebrae Minas Arleandro Rodrigues, o crescimento do número de MEI ocorre por alguns fatores como baixa remuneração salarial, desemprego ou vontade de empreender. ”Ao desenvolver habilidades em serviços ou vendas e abrir seu próprio negócio, o empresário entende e percebe a importância de se formalizar. Dessa forma, ele obtém vantagens oferecidas com o CNPJ e redução da burocracia, além dos direitos e benefícios concedidos pelo MEI”, ressalta.

  

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