Desafios não faltaram na vida das artesãs Natália Escobar e Mariana Oliveira, antes e durante a pandemia. Em 2013, após ter uma trombose diagnosticada, a então publicitária Mariana se viu forçada a abandonar a profissão e passou a se dedicar ao artesanato em macramê. Assim, foi criada a Namastê Roots. Porém, foi depois de quatro anos que o negócio ganhou força. “Quando conhecia a Natalia não enxergava o negócio como uma empresa. Não tinha fluxo de caixa e muito menos tabela de precificação. Foi ela quem trouxe esse olhar para dentro do negócio”, explica Mariana.
Na ocasião, Natália se dividia entre o trabalho no negócio e o emprego em um veículo de comunicação em Uberaba. Com a pandemia, em 2020, foi demitida, e a partir daí passou a se dedicar integralmente à Namastê Roots, passando a assumiu a comunicação, a administração e o atendimento da empresa, enquanto Mariana ficava por conta da criação, produção e estoque.
Com o fechamento do comércio, elas resolveram cultivar a matéria-prima no próprio quintal de casa. Hoje, já é possível encontrar flamboyant, aguaí, capim santo, moringa e abacateiro. “Foi necessário descobrir outro jeito de agir e fazer. Não dava mais para sair para coletar materiais, não tinha mais feira e já não era possível receber os clientes na oficina. Por sorte, tínhamos um bom estoque, mas foi necessário descobrir outros jeitos de chegar até o cliente”, afirma Natália.
Vendas on-line
Pensando nesses novos canais de vendas, Mariana e Natália resolveram investir nas vendas pela internet. E foi no site do Sebrae Minas, que encontraram todo o conteúdo que precisavam para preparem a empresa para o mercado virtual. “O Sebrae nos ajudou a dar um impulso no negócio. Mudamos nossa identidade visual, ampliamos nossa presença on-line, aprendemos mais sobre precificação, atendimento e condições de venda e passamos a enviar nossos produtos para fora de Uberaba”, justifica Mariana.
E o investimento deu certo. Em pouco tempo, elas abriram uma loja virtual em uma plataforma on-line especializada em artesanato, e lançaram a primeira coleção de produtos. “Aumentamos em 113% nosso faturamento. Chegamos a estados nunca pensávamos em vender. Hoje, comercializamos as peças para todas as regiões do Brasil. Temos trabalhado muito para fazer com que nosso artesanato chegue a mais pessoas que, como nós, valorizam o que vem da terra, sem comprometê-la”, comemora Natália.
Para o analista do Sebrae Minas Elder Lima, as artesãs acertaram em investir nas vendas on-line. “Elas procuram informações para entender melhor o funcionamento das plataformas digitais e aprimoraram a gestão e as finanças do negócio. O mercado virtual é um caminho sem volta e essencial para o crescimento da maioria das empresas”, afirma o analista do Sebrae Minas.
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