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Sebrae Minas inicia Projeto Identidade e Origem para artesãos de Pirapora

Iniciativa busca mapear a cultura e os saberes do território em ações que possam potencializar o artesanato e o desenvolvimento local
Por Ricardo Guimarães
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Os artesãos da cidade de Pirapora, às margens do Rio São Francisco, começaram a escrever um novo capítulo na sua história e herança cultural com o projeto Identidade e Origem, do Sebrae Minas. A iniciativa busca reavivar, fortalecer, proteger e potencializar o movimento cultural e territorial local, com foco na originalidade dos saberes. O primeiro passo das ações ocorreu nesta terça-feira (4), em um encontro com parte do grupo de artesãos que vai compor o projeto.

Carranca de Madeira

A perspectiva do projeto é construir uma base sólida para o reconhecimento do artesanato de Pirapora como Indicação Geográfica, na modalidade Indicação de Procedência, o que representará uma ação estratégica ao turismo regional e ao desenvolvimento local. Para isso, até o final de 2027, estão previstas diversas ações com o objetivo de dar notoriedade ao território, gerando reconhecimento e valorização pelo mercado.

Entre outros pontos, será feito um diagnóstico para o levantamento do portfólio atual de produtos e identificação dos elementos culturais, simbólicos e identitários, além do mapeamento de atores locais, lideranças e instituições parceiras. Entre as diversas expressões do artesanato da região, as carrancas de madeira se destacam como o principal símbolo do território, que também abriga trabalhos em palha, tecidos, crochê e argila. A expectativa é atender, na fase inicial, 15 artesãos.

Durante a apresentação, os artesãos conheceram parte das ações que foram realizadas em outras regiões, dentro do escopo do Projeto Identidade e Origem, com destaque ao trabalho de valorização do artesanato em barro do Vale do Jequitinhonha. “Estamos iniciando o projeto, com o objetivo de valorizar, ainda mais, esse território que é tão criativo, a partir das suas potencialidades e da vocação do artesanato na região. Esta primeira etapa do projeto, dando início ao mapeamento da cultura do território, vai guiar nossos passos para o desenvolvimento do artesanato de Pirapora”, explica a analista do Sebrae Minas Amanda Guimarães.

Vapor Benjamim Guimarães

José da Paixão Santana será um dos artesãos que participará do projeto. Com mais de 45 anos de experiência, ele respira os saberes ribeirinhos, tendo criado, desde a década de 1980, um jeito próprio de representar sua identidade cultural através de réplicas em madeira do Vapor Benjamim Guimarães, símbolo regional. “Essa iniciativa vai ser importante para crescermos e fortalecer o artesanato local. O projeto vai nos ajudar a ganhar ainda mais mercado e representatividade”, comemora.

Arte Sacra

Reaproveitando troncos de árvores, que o Rio São Francisco carrega em seus períodos de cheia, o artesão Hiram Acácio Alves Barbosa produz peças sacras. Ele acredita que o trabalho de reconhecimento do território será importante para valorizar o povo ribeirinho e conectar, ainda mais, os agentes culturais locais. “Este projeto se propõe a realizar um agrupamento das pessoas como objetivo maior e ter uma originalidade, uma identidade da nossa terra, do ser barranqueiro, do ser ribeirinho. O rio flui através de nós e pulsa na nossa alma, ele transcende a nossa existência”, destaca.

Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Norte
Ricardo Guimarães
[email protected]

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