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Mulher no comando dentro e fora das quatro linhas

A gestora Jéssica Roberta abandonou a promissora carreira em uma empresa privada para administrar a escola de futebol da família
Por Redação
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Entre as atividades de Jéssica estão a de coordenar os bastidores dos treinos dos alunos e cuidar da manutenção do campo

A abertura e o gerenciamento de uma empresa exigem muito empenho e um conjunto de habilidades e conhecimentos. É preciso entender o mercado, o público e planejar bem o negócio. Ainda mais quando se trata de um mercado dominado por homens, no qual a presença de mulheres em cargos de destaque ainda é pequena.

Esse é um dos desafios enfrentados por Jéssica Roberta, gestora da Escola de Futebol Indianápolis, em Belo Horizonte. Formada em Administração de Empresas, assumiu a gestão da escolinha há dois anos e meio. Sem a ajuda do seu pai, há quase um ano, que, devido à pandemia, optou por seguir os protocolos e não sair de casa desde março de 2020.

A gestora conta que o esporte faz parte da identidade da família. O pai é treinador de futebol há 40 anos e fundou a escola há 27 anos, por onde já passaram mais de 4 mil garotos.

“Hoje, ainda há heranças do patriarcado em diversos segmentos e no ramo do futebol essa característica é ainda mais dominante. Eu sou a mais velha das filhas e tinha uma carreira próspera e consolidada no ramo de seguros. Porém, com a modernização dos processos, bem como o aumento da concorrência e o desejo do meu pai de diminuir o ritmo, decidi que estava na hora de cuidar do negócio da família”, explica.

Driblando os desafios 

A posição de liderança demanda atitude na tomada de decisões. Jéssica conta que, não é raro perceber o descontentamento de algum homem (pai de aluno, treinador de outro time até mesmo algum dos professores da própria equipe) diante da sua posição. Segundo ela, por serem mais velhos, por se julgarem melhores entendedores do futebol ou até mesmo pelo simples fato de receberem uma ordem de uma mulher, eles não davam a devida atenção.

“Recentemente, fizemos um jogo amistoso e estávamos ganhando de 11×0. Ainda assim, havia dois pais de alunos que estavam alterados, sendo desrespeitosos com o árbitro e com o treinador do time adversário. Eu tive que intervir e solicitar a devida postura e respeito deles, porém não tive sucesso. O desacato foi tão grande que continuaram os xingamentos. Fiquei tão constrangida que fui embora – sim, da minha escola de futebol! Depois que me recompus, tive uma conversa serena, porém firme, de que não aceito mais esse tipo de comportamento em nossa escola”.

Cavando oportunidades

A escola de futebol entrou na vida de Jéssica aos 32 anos, na época com 10 anos de carreira. Quando não está fisicamente entre quatro linhas – que seja para coordenar os bastidores dos treinos, receber novos alunos, cuidar da manutenção do campo ou gerenciar a comunicação junto aos pais e alunos sobre campeonatos e atividades da semana – está em casa, lavando e organizando os uniformes de jogo, comprando materiais, compilando as chamadas do dia, realizando a administração financeira, marcando jogos ou cuidando da escalação dos alunos.

“Realmente demanda muito esforço para conseguir abraçar tantas tarefas ao mesmo tempo”, ressalta Jéssica.

Negócios da bola

A escola de futebol pode ser uma ótima oportunidade de negócios. Os pais estão cada vez mais preocupados com a qualidade de vida dos filhos e o esporte acaba sendo uma boa alternativa. Realizar ampla pesquisa de mercado na região escolhida para a instalação da escolinha é o primeiro passo.

O Sebrae Minas elaborou uma cartilha com dicas e orientações para abrir uma escola de futebol. Informe-se sobre o mercado e coloque em prática suas ideias. Saiba mais acessando o conteúdo disponibilizado no site do Sebrae Minas.

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