A trajetória do produtor Henrique Lamim, do Rancho Maranata, é marcada pelo retorno às próprias raízes. Natural de Virgínia, ele passou a infância no campo, convivendo com a rotina rural e ajudando a família desde cedo, com a venda de quitandas nas ruas, aos nove anos de idade. Aos 13, deixou a cidade com os pais em busca de melhores oportunidades e passou cerca de 20 anos vivendo entre diferentes cidades e estados. Em 2017, decidiu interromper essa caminhada para voltar ao lugar onde tudo começou e construir sua família e seu projeto de vida.
Neto de produtor de leite e filho de queijeiro, encontrou na tradição familiar o ponto de partida para criar a identidade do Rancho Maranata. A propriedade une os conhecimentos herdados do pai às técnicas contemporâneas da produção de queijo artesanal, resultado de capacitações e da busca constante por aperfeiçoamento. A queijaria trabalha, exclusivamente, com leite próprio, produzido por vacas da raça Jersey, reconhecidas pela qualidade e riqueza do leite. O cuidado com o controle de produção, aliado à maturação climatizada e de longa duração, permite ao produtor desenvolver queijos autorais feitos com leite cru e manter regularidade ao longo do ano.
Localizado na região da Mantiqueira, no Sul de Minas – território que vem ganhando destaque em concursos especializados e consolidando o Brasil no cenário mundial dos queijos artesanais -, o Rancho Maranata aposta na combinação entre tradição, precisão e inovação. Para o produtor, participar de festivais especializados é também uma oportunidade estratégica de fortalecer conexões comerciais e ampliar a visibilidade da marca no mercado B2B.
Agora, a propriedade inicia uma nova etapa com a “Vivência Maranata”, experiência voltada ao turismo rural em que visitantes podem acompanhar o cotidiano da fazenda e aprender, na prática, a produção artesanal dos queijos.
Perfil sensorial
O queijo artesanal do Rancho Maranata apresenta diferentes perfis sensoriais ao longo da maturação, revelando a complexidade e a evolução dos sabores típicos da Mantiqueira de Minas. Na versão jovem, entre 15 e 20 dias, o queijo mantém características mais frescas e delicadas, com forte presença láctica, leve doçura natural e aromas que remetem ao leite fresco e ao iogurte. A textura é macia e úmida.
Com cerca de 60 dias de maturação, o queijo ganha mais firmeza e complexidade aromática. As notas lácteas começam a dividir espaço com nuances cítricas e frutadas, especialmente lembrando abacaxi. O sabor se torna mais marcante, mas ainda preserva suavidade e equilíbrio.
Já na maturação longa, com aproximadamente nove meses, o queijo alcança um perfil mais intenso e sofisticado. A textura torna-se dura e granulada. Os aromas e sabores evoluem para notas cítricas mais pronunciadas, remetendo a abacaxi, manga e até calda de frutas caramelizadas.
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Assessoria de Imprensa Sebrae Minas| Regional Sul
Luciana Trindade

