Para conectar potenciais distribuidores atacadistas e representantes da rede hoteleira do Distrito Federal aos produtos do Cerrado da Copabase, o Sebrae Minas realizou, no último dia 12 de agosto, no SebraeLab, em Brasília, uma rodada de negócios com foco na comercialização de polpas de frutas. A ação apresentou o portfólio da cooperativa e destacou sua atuação na região Noroeste de Minas Gerais.
Resultado da sociobioeconomia do Cerrado, os produtos beneficiados e comercializados pela Copabase valorizam o trabalho de centenas de famílias que vivem da conservação e do uso sustentável do bioma no território Urucuia Grande Sertão. “Esse encontro estratégico teve o objetivo de gerar uma aproximação comercial entre grandes compradores e a Copabase, garantindo novas oportunidades de negócios, aumentando a renda dos cooperados e fortalecendo o desenvolvimento territorial sustentável”, explica o analista do Sebrae Minas Marcos Elias.
A programação contou com apresentação institucional, análise de inteligência de mercado conduzida pelo consultor Gustavo Vanucci, degustação guiada do portfólio e rodadas de negociação direta. Alguns produtos da cooperativa já estão disponíveis em unidades do Carrefour, desde 2021. A proposta agora é ampliar a presença no mercado do Distrito Federal. “A potencial parceria com um grande distribuidor local permitirá pulverizar, de forma mais rápida, os nossos produtos nos quatro cantos de Brasília”, explica Vanucci.

Grande mercado consumidor
Na avaliação da gestora da Copabase, Dionete Figueredo, os produtos da cooperativa, especialmente as polpas de frutas, têm grande potencial para acessar o mercado de Brasília e conquistar o paladar e a confiança dos consumidores. “Nossa expectativa é estar, em pouco tempo, na mesa das famílias e fazer parte do consumo diário dos brasilienses”, frisa.
O encontro recebeu representantes da Central do Cerrado, cooperativa parceira da Copabase, e contou com a participação do analista de agronegócio do Sebrae Nacional, Victor Rodrigues Ferreira, que destacou o potencial do mercado de Brasília, considerado um dos maiores centros consumidores do país e com elevada renda per capita. “Com a abertura de mercado proposta pela cooperativa, temos a oportunidade de escalar a produção desses frutos e elevar a renda desses pequenos produtores extrativistas do Cerrado Mineiro, tendo em vista a crescente demanda por produtos naturais, com origem e que respeitam a parte social e ambiental”, explica.
Para o gerente de vendas de uma das empresas convidadas, Hélio Miranda Fernandes Junior, iniciativas como essa são importantes para aproximar distribuidores e fornecedores. “Passamos a conhecer mais sobre a origem e o trabalho por trás da embalagem e dos produtos. Vender é mais do que apenas oferecer produtos. É, de fato, se conectar com as pessoas, conhecer a história”, afirma.
Copabase
Fundada em 2008, no município de Arinos, a Copabase é formada por agricultores familiares e extrativistas que têm no beneficiamento e na comercialização de frutos do Cerrado uma de suas principais fontes de renda. Entre os alimentos produzidos e comercializados pela cooperativa estão castanha de baru, açafrão, açúcar mascavo, farinha de mandioca, mel de abelha, urucum e polpas de frutas.
Atualmente, a cadeia da castanha de baru representa em torno 50% do faturamento da Copabase, e gera impacto direto e indireto para quase 300 famílias do território. Anualmente, cerca de 15 toneladas de castanha de baru são beneficiadas e comercializadas pela cooperativa.
Em junho deste ano, a Copabase realizou sua primeira comercialização para o continente europeu, com o envio de 200 quilos de baru para a Áustria. Antes disso, o produto já havia sido exportado para os Estados Unidos, Canadá e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Noroeste e Alto Paranaíba
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