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E-Festival 2026: Andrea Vermont defende que empresas precisam cuidar de quem faz o negócio acontecer

Especialista em neurocultura falou sobre cultura organizacional, liderança, medo, inovação e o impacto das relações humanas no desempenho das organizações
Por Josiane Silveira
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Por trás de toda empresa existem pessoas, emoções, relações e decisões que influenciam diretamente a forma como o negócio funciona. Foi a partir dessa perspectiva que Andrea Vermont abriu o último dia do E-Festival Sebrae 2026 (20), em uma conversa sobre neurocultura, liderança e os fatores humanos que podem impulsionar ou comprometer uma organização. Quase 2.000 pessoas estiveram presentes em sua palestra para ouvir os ensinamentos da especialista.

Com três décadas de trajetória profissional, a especialista defendeu que empresários e líderes precisam compreender profundamente as pessoas para construir ambientes capazes de estimular confiança, criatividade e inovação. Segundo ela, muitas organizações não enfrentam falta de talentos, mas ambientes em que o medo interfere na capacidade das pessoas de pensar, criar, discordar e aprender.

“O medo emburrece as pessoas. Quando existe receio de errar, o problema não desaparece. As pessoas apenas passam a esconder os erros. Por isso, ambientes saudáveis precisam permitir que conflitos sejam discutidos, erros sejam reconhecidos e corrigidos e as pessoas tenham espaço para contribuir”, pontuou.

Ela explicou que a cultura organizacional funciona como uma espécie de sistema nervoso, o qual determina como a organização pensa, reage, estabelece limites, toma decisões e se relaciona com as pessoas. Por isso, o comportamento de quem está à frente do negócio ou de uma equipe tem efeito direto sobre todo o ambiente. “Empresas não mudam pessoas. Pessoas mudam empresas. A cultura que você tolera é a cultura que você constrói”, destacou.

A especialista também ressaltou que empreendedores e líderes precisam cuidar de si para conseguir cuidar das equipes. Na avaliação dela, a responsabilidade de quem lidera vai além de bater metas e administrar recursos. As decisões tomadas dentro de uma empresa podem impactar pessoas, famílias e até gerações. Por isso, saúde emocional, propósito, identidade e relações de confiança também precisam fazer parte da gestão.

Identidade e verdade
Depois de 30 anos de trajetória, a especialista contou que passou boa parte da carreira observando o que outras pessoas faziam e que, nos últimos anos, passou a olhar mais para dentro e confiar na própria verdade. A mudança, segundo ela, foi determinante para sua visibilidade.

Ela reforçou a importância de o empreendedor colocar identidade no negócio e construir uma empresa coerente com seus valores e sua própria visão. E uma das formas de encontrar essa autenticidade é por meio do conhecimento, que é uma das principais ferramentas para fazer escolhas melhores e reduzir a possibilidade de erros.

A mensagem que encerrou sua participação no E-Festival foi também um convite à responsabilidade de quem empreende: cuidar da própria energia, saúde, propósito e das relações construídas ao longo do caminho. “O que você faz está fazendo por um propósito bem maior. Então, cuide de você!”, finalizou.

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