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Acordos para valorizar as produções do audiovisual mineiro serão firmados durante a MAX

Iniciativas têm o objetivo de fomentar o setor e ampliar a distribuição de conteúdos de produtores independentes
Por Da redação
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A expansão dos pequenos negócios no segmento de audiovisual foi um dos temas centrais da 7ª edição da MAX, iniciativa do Sebrae Minas para incentivar produtores e roteiristas de todo o estado a terem a chance de se conectar com grandes players do mercado. Durante a abertura do evento, nesta quarta-feira (9/11), foi assinado um acordo de cooperação entre a instituição e a Prefeitura de Belo Horizonte, com o objetivo de garimpar talentos, valorizar a cultura da capital e do estado, e expandir os programas de fomento à arte.

A parceria tem o intuito de agilizar a captação de recursos pelos pequenos produtores do audiovisual e ampliar os esforços na distribuição de recursos. O diretor Técnico do Sebrae Minas, João Cruz Reis Filho, entende que é sempre possível trabalhar para dar espaço aos jovens roteiristas: “O mercado mudou muito desde a pandemia. Víamos poucas oportunidades de produção, mas nunca se consumiu tanto conteúdo. As ideias ficaram guardadas, o que resultou na elaboração de muitos projetos. Vimos, assim, um crescimento exponencial dessas propostas”, ressalta.

A secretária municipal de Educação de Belo Horizonte, Eliane Parreiras, considera que o acordo, somado às demais ações do município, será fundamental para a expansão do mercado audiovisual: “Desde que assumi a secretaria, percebemos que é importante formalizar a política pública municipal com ênfase para o audiovisual. Já contamos com algumas ações, como a Belo Horizonte Film Commission, e programas de fomento e de formação, mas é importante institucionalizar todo esse plano numa grande plataforma. E ninguém melhor que o Sebrae Minas para nos ajudar a avançar nesse processo. Tudo isso será fundamental para as tomadas de decisões e para direcionar os investimentos no segmento”, destaca.

Além da Prefeitura de Belo Horizonte, o Sebrae Minas oficializou na Max uma parceria com a Agência Nacional de Cinema (Ancine) para ampliar os canais de distribuição das produções, expandir as categorias do microempreendedor individual (MEI) e trabalhar os aspectos regulatórios da atividade junto ao governo federal.

Crescimento

Nos últimos anos, o Sebrae Minas tem realizado pesquisas para identificar os polos de produção de conteúdo em todo o estado. A estrutura técnica da instituição promoveu ações para proporcionar as conexões empresariais e o contato com os grandes players.

De acordo com João Cruz, a MAX tem potencial para elevar o estado ao destaque nacional no segmento audiovisual: “Minas Gerais é um berço de cultura e com boas histórias para contar, e elas vêm sendo cada vez mais registradas. O Sebrae Minas entende o setor como estratégico pela possibilidade de geração de negócios, por isso tem promovido capacitações e conexões empresariais por meio das Rodadas de Negócios. A MAX chega para esse propósito”, afirma Cruz.

Programação

Durante a abertura da Max, o público também assistiu à palestra do renomado showrunner espanhol Curro Royo, com trabalhos marcantes nas séries Hernán (2018) e El Cid (2020), ambas disponíveis na plataforma de streaming Amazon. Além de comentar sobre as produções de seu país, que hoje atingem uma audiência de 400 milhões de pessoas por ano, o artista deu a receita para que os pequenos produtores possam se desenvolver internacionalmente no segmento.

“O mercado internacional exige histórias que são locais, mas com ênfase em aspectos globais. O público consome enredos que contêm verdades. As plataformas estão abertas a apostar em fatos verídicos. Não vejo outro caminho senão este para que os pequenos negócios possam ter êxito no mercado”, afirmou o roteirista.

Para compensar o alto investimento exigido nas produções, Curro Royo disse que uma alternativa é a união de profissionais com foco na história de diversos países – como ocorreu em Hernán, produzido conjuntamente na Espanha e no México. “A produção audiovisual é algo muito caro. Por isso, faz sentido produzir em vários países, juntando recursos de diversas fontes. Isso, de certa forma, deve ser de maneira natural, a fim de incluir enredos comuns de diversas nações”, afirma o espanhol.

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