Para continuar no mercado, os pequenos negócios mineiros estão se reinventando, já que a crise provocada pelo novo coronavírus atingiu em cheio os empresários. É o que mostra a 4ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae, entre os dias 29 de maio e 2 de junho.
De acordo com o estudo, em Minas Gerais, das pequenas empresas que continuam em funcionamento no mercado, 36,3% estão fazendo uso de ferramentas digitais. Dos empresários mineiros que conseguiram aumentar as suas vendas durante a crise (que são minoria, apenas 4,2% do total de empresas do estado), 57,7% afirmam que passaram a vender mais online.
Neste momento, empreendedores de todo o estado têm buscado orientações e capacitações do Sebrae para a retomada das atividades ou para repensar seus modelos de negócios e estratégias de atuação. É o caso da empresária Marilia Souza, da Anabella Calçados, de Manhuaçu, que está desenvolvendo a sua própria marca de calçados e passou a ofertar novos produtos em seu site, como roupas casuais e confortáveis para compor o look completo das clientes.
Com a loja fechada por conta do Decreto Municipal, o impacto foi grande no atendimento presencial e na entrega do produto. “Apostamos em lançar linhas voltadas para o ‘home’, entendendo as novas necessidades e perfis de consumo das nossas clientes. Aumentamos a divulgação no Instagram – com posts mais constantes e vídeos para apresentar o produto -, ampliamos a divulgação no site e investimos na plataforma, criando opções para o cliente comprar e retirar o produto por meio de drive thru ou de entrega grátis, com promoções de fretes”, ressalta Marilia.
Em relação ao ano passado, nos meses de maio e junho, a Anabella Calçados registrou um aumento de 30% no faturamento. A empresária explica que a ajuda do Sebrae sempre foi uma constante na empresa.
“Por meio do programa Agente Local de Inovação (ALI), já tínhamos um planejamento e a certeza de que estávamos à frente, com várias inovações aplicadas na empresa. Lançamos uma linha de roupas comfy, que intensificou a demanda na pandemia. Investimos no marketing nas redes sociais, com lives de conteúdos voltados para o público feminino. O Sebrae é um grande parceiro da pequena empresa e isso faz mais sentido ainda quando estamos passando por momentos de crise. Essa busca constante em ajudar os pequenos negócios faz com que nos sintamos mais seguros e amparados nas tomadas de decisões e que continuemos na luta para inovar sempre”, conclui.
Também de Manhuaçu, o empresário Eduardo da Silva Valério de Souza, da Ellus Distribuidora de Cosméticos, está desenvolvendo novas ações e soluções para os clientes que são donos de salões de beleza e para os consumidores finais. A empresa também participou do ALI e está se reinventando para driblar a crise.
“Inovamos nos atendimentos, seguindo as regras de distanciamento e cuidados, e trabalhamos ainda mais no marketing para chamar a atenção do público. Investimos em marketing digital, com a criação de um site, mudamos a política de atendimento, priorizando a hora marcada, e fizemos parceria com influencer digital”, sublinha Eduardo.
O cabelereiro e empresário explica que, por meio do ALI, o Sebrae ajudou com várias mentorias e expertise visando a criar estratégias para a empresa se manter no mercado, mesmo em meio à crise. A Ellus Distribuidora de Cosméticos tem buscado fortalecer o relacionamento com as clientes, por meio de comprometimento e dicas de cuidados diários com os cabelos, pelas redes sociais.
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