Em um mercado cada vez mais competitivo, como micro e pequenas empresas podem competir com as grandes? A resposta pode estar na Central de Negócios, uma ação coletiva para fortalecer um grupo de empresários do mesmo ramo. Juntos, eles têm maior poder de compra, dividem custos, aliam competências e ainda oferecem produtos de maior qualidade.
Um bom exemplo desse modelo de atuação coletiva está no município de Passos, no Sudoeste do estado. A cidade é conhecida como polo industrial de móveis e, desde o ano passado, criou o Atacado de Móveis de Madeiras e Insumos Industriais (Madac), uma rede de associativismo que proporciona preços competitivos ao setor moveleiro, aliada ao fomento de negócios do segmento, e que conta com a consultoria do Sebrae Minas.
Uma das primeiras ações do Sebrae com o grupo de 11 empresários em Passos foi uma viagem para Santa Catarina, para a realização de um benchmarking. Assim, os empreendedores mineiros puderam conhecer de perto a forma de trabalhar de seis redes catarinenses. De lá pra cá, foram realizadas várias consultorias e a associação foi formalizada em abril deste ano.
De acordo com Claudinei Bonfim, presidente da Madac, a parceria com o Sebrae foi essencial para a implantação e consolidação do modelo de Central de Negócios Moveleiro de Passos. “O Sebrae foi o mentor, difundiu e estabeleceu junto aos associados os princípios do associativismo e a união de classe. Assim, inovou por meio de consultoria antecipada, disponibilizando todo o suporte na construção desse sonho, que hoje é uma realidade”, comenta o presidente.
Para o consultor do Sebrae Minas Waldir Jorge Ferreira, o sucesso da Madac deve-se a uma série de fatores. “Os associados passaram pelo projeto Cultura da Cooperação e, agora, estão vivenciando a Central de Negócios, que é um momento de fazer negócios conjuntamente. Eles se uniram para ter lucro, mas, muito além disso, se tornaram um grupo que se ajuda mutuamente”, pontua Waldir.
Segundo a analista do Sebrae Minas Fabiana Rocha, a Central de Negócios de Passos está com muitos projetos . “Eles já montaram uma loja onde conseguem comprar mais barato em relação ao mercado e se preparam para vender coletivamente. Cada vez mais estão vendo que a cooperação é a forma que eles têm de sobreviver nesse mercado altamente competitivo, conclui.
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