Exemplo de sucesso e pioneirismo em sua área profissional, a engenheira civil e professora Olívia Rosa Gomes, da Lagos Engenheiras, está no mercado juiz-forano desde 2016 e, ao lado da sócia Carolina Lacorte, fundou o primeiro escritório de engenharia do Brasil formado por duas mulheres. Dentro de um mercado dominado por homens, as empreendedoras enfrentam desafios, mas não se deixam abalar e seguem crescendo profissionalmente.
“Nosso diferencial é que somos um escritório administrado por mulheres e, por isso, captamos muitas clientes que querem entender mais sobre os serviços que estão contratando e a obra em si. Por incrível que pareça, o fato de eu ser mulher sempre me abriu portas na engenharia. Já a cor da minha pele é um dificultador diário. Num primeiro momento, muitas pessoas ainda se espantam em ver uma mulher negra e engenheira. Nessa hora, percebo que preciso demonstrar meu conhecimento técnico logo no início, para aí sim eu ser ouvida e respeitada”, explica Olívia.
A Lagos trabalha com campanhas de capacitação e empoderamento feminino, por meio de oficinas de pintura que têm o objetivo de unir mulheres de vários grupos sociais, profissões e interesses em uma única missão: criar uma consciência coletiva, expressada por ações de fortalecimento feminino e desenvolvimento da equidade de gêneros.
Impactos nos negócios
No início da pandemia, o escritório teve que suspender os trabalhos e as proprietárias aproveitaram para se organizarem burocraticamente. Com a liberação das atividades pelo município, a empresa voltou a funcionar, porém, com uma demanda menor e de forma remota. “Transformamos todo o nosso negócio para a modalidade on-line e pretendemos continuar assim no pós-pandemia. Percebemos que os clientes gostaram mais deste novo formato”, explica a engenheira.
Hoje, Olivia enxerga que a stransformações impostas pela pandemia resultaram em mudanças positivas em sua vida profissional. Com as melhorias realizadas nas redes sociais, a Lagos conseguiu mais visibilidade, o que gerou mais demandas de trabalho para as engenheiras. “Foi na crise que a gente cresceu como empresa”, sublinha.
Segundo a empresária, o Sebrae sempre as auxiliou. “Às vezes, temos alguma dúvida e não tomamos decisões antes de consultar o Sebrae. Em 2019 participei do Programa DELAS, que me ajudou muito. Foi um divisor de águas na minha vida. Aprendi a reformular as redes sociais e questões de liderança. Faço consultorias de marketing e financeira regularmente.”
Empreendedorismo feminino
Segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), em parceria com o Sebrae, o número de mulheres empreendedoras no Brasil em 2019 era de 26 milhões, próximo dos 29 milhões de homens.Já em estágio estabelecido, os empreendedores somavam maior número: eles eram 18,4%, enquanto as empreendedoras alcançavam 13,9%. Em Juiz de Fora, dos 38.685 MEI formalizados até fevereiro de 2021, 18.602 são mulheres e 20.083 são homens, de acordo com o Portal do Empreendedor.
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