Minas Gerais abriu 315.607 empresas no primeiro semestre de 2026, enquanto 187.829 negócios encerraram suas atividades, segundo levantamento do Sebrae Minas. O resultado foi um saldo positivo de 127.778 empresas, número 9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Mesmo com o avanço, os dados mostram uma desaceleração no ritmo de expansão, sendo que no primeiro semestre do ano passado, o saldo havia crescido 34%.
O movimento empresarial mineiro é fortemente sustentado pelos pequenos negócios. Entre microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), foram 306.792 novas empresas abertas entre janeiro e junho, o equivalente a aproximadamente 97% de todas as aberturas registradas no estado. O segmento também apresentou saldo positivo de 121.751 empresas, alta de 9% sobre o primeiro semestre de 2025.
O MEI foi o principal responsável pelo resultado entre os pequenos negócios. Foram 242 mil novos registros no primeiro semestre, crescimento de 14% em relação a 2025. O segmento encerrou o período com saldo positivo de 107,9 mil empresas, também com avanço de 14%. As EPP registraram 8.424 aberturas e saldo de 5.233 negócios, alta de 7%.
Já as microempresas apresentam um cenário que merece atenção. As aberturas recuaram 1% (56.406 empresas), enquanto os fechamentos aumentaram 7%, chegando a 47.753. Com isso, o saldo das ME caiu 30%, de 12.329 para 8.653 empresas.
Na divisão por setores, serviços lideraram com 181.968 novas empresas, cerca de 59% das aberturas de pequenos negócios. O segmento cresceu 14% na comparação com 2025. Na sequência aparecem comércio, com 60.881 aberturas, e indústria, com 37.143. A indústria avançou 12%, enquanto agropecuária e construção civil cresceram 11% e 10%, respectivamente.
Entre as atividades que mais abriram negócios, promoção de vendas ficou na liderança, com 15.870 registros, alta de 22%. Também se destacaram serviços de malote, com 12.064 novas empresas e crescimento de 47%, e serviços especializados de apoio administrativo, com 11.980 aberturas, avanço de 22%.
Belo Horizonte concentra novas empresas
A capital mineira liderou a abertura de pequenos negócios no período, com 54.591 novos registros, crescimento de 8% em relação ao primeiro semestre de 2025. Uberlândia aparece na sequência, com 18.193 empresas abertas (+14%), seguida por Contagem, com 13.927 (+17%), Juiz de Fora, com 8.993 (+5%), e Betim, com 8.371 (+14%). Também chamam atenção os crescimentos de Nova Serrana (+22%), Ipatinga (+22%), Coronel Fabriciano (+21%), Araxá (+20%) e Capelinha (+20%).
No conjunto de todas as empresas, independentemente do porte, Belo Horizonte também liderou o ranking estadual, com 57.062 novos registros. Uberlândia teve 18.755, Contagem 14.214, Juiz de Fora 9.240 e Betim 8.526. Contagem apresentou o maior crescimento entre as cinco cidades, de 17%.
Os números apontam para um cenário de expansão do empreendedorismo em Minas Gerais, mas com desafios relacionados à permanência dos negócios. O fato de os fechamentos terem crescido 12%, acima do avanço de 11% das aberturas, reforça a importância de políticas e iniciativas voltadas à gestão, produtividade, acesso a crédito e mercados, especialmente para os pequenos negócios.
Evolução no Brasil
No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 3,06 milhões de aberturas e 1,69 milhão de fechamentos, resultando em saldo positivo de 1,37 milhão de empresas. Em relação ao mesmo período de 2025, aberturas, fechamentos e saldo cresceram cerca de 15%. Apesar do avanço, houve desaceleração frente ao ano anterior, quando o saldo havia crescido 32%, já que, em 2026, aberturas e encerramentos avançaram praticamente no mesmo ritmo.
As aberturas permaneceram concentradas nos principais centros urbanos. São Paulo liderou, com 294,5 mil novas empresas, seguido por Rio de Janeiro 106,9 mil, Brasília 60,5 mil, Belo Horizonte 57,1 mil e Curitiba 52,4 mil. Entre essas cidades, Brasília apresentou o maior crescimento, de 18%, enquanto Belo Horizonte avançou 8%, abaixo da média nacional.
Entre os pequenos negócios, foram registradas 2,96 milhões de aberturas e 1,66 milhão de fechamentos no primeiro semestre de 2026, resultando em saldo positivo de 1,31 milhão de empresas. Esses negócios responderam por aproximadamente 97% das aberturas, 98% dos fechamentos e 95% do saldo empresarial do país no período.
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