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Com sabor nordestino e toque mineiro, dentista transforma tapioca em negócio em BH

Aos 60 anos, Celeste Vieira criou receita de produto congelado e rapidamente adquiriu clientes de mercados e escolas particulares
Por Roger Dias
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Existem receitas simples na cozinha que rapidamente caem no gosto das pessoas. Em Belo Horizonte, a Tapioca de Minas nasceu de forma despretensiosa, mas conquistou diferentes paladares, se tornando em um negócio rentável. A saga de sucesso teve início quando a dentista Celeste Vieira, perto de completar 60 anos de idade, optou por transformar sua paixão pela gastronomia em um empreendimento em sua própria casa, na região Centro-Sul da capital.

O produto, que é comercializado em embalagens congeladas, é uma opção para aqueles que buscam preservar a textura e o sabor da goma de tapioca por mais tempo, facilitando o preparo no dia a dia. O produto ganhou novos fãs devido à praticidade, rapidez no preparo e facilidade de armazenamento.

Celeste desenvolve as receitas ao mesmo tempo em que exerce a profissão de dentista

Com raízes no Nordeste, Celeste conta que a ideia de produzir tapiocas aconteceu naturalmente. “Cresci acompanhando todas as iguarias do Nordeste. Fiquei com uma ‘fama’ de que fazia bem as receitas de tapioca. Minha sobrinha, que estudava nutrição, pediu que eu fizesse algumas para ela. No início, eu recusei, porque não tinha tempo devido à carreira de dentista. Mas depois comecei a tentar fazer algumas amostras congeladas e deu certo. Isso me animou”, conta.

Em 2015, ela optou por abrir o negócio. Nascia, naquele momento, a marca Tapioca de Minas – porque, segundo ela, a receita tem um toque mineiro –, que, aos poucos, começou a espalhar em diversos mercados de Belo Horizonte em variados sabores: queijo, frango, carne de sol, tomate manjericão, creme de milho, entre outros. Com o tempo, Celeste também fez parceria com diversas escolas particulares da capital para vender o lanche durante os intervalos de aulas.

“Depois que meus parentes nordestinos aprovaram a tapioca congelada, algo que não era muito usual, eu nunca mais parei de trabalhar”, brinca ela, que continuo a exercer a profissão de dentista – os atendimentos no consultório são feitos em dois dias na semana.

Tapioca de Minas é vendida de forma congelada em vários sabores

Apesar do longo tempo de dedicação na preparação das receitas, Celeste se sente cada vez mais motivada em ver seu produto sendo admirado por mais pessoas. Mais de uma década depois, sua empresa adquiriu outro patamar. “Muitos até me perguntam: ‘Por que você ainda está mexendo com isso, você não poderia estar pensando em se aposentar da odontologia e descansar?’. Mas eu nunca quis parar. A idade não é empecilho para trabalhar. Tenho 70 anos no papel, mas a disposição e o ânimo seguem firme”, explica.

O encontro com o Sebrae Minas

Por meio do Sebrae Minas, ela teve acesso a capacitações de gestão e marketing e aprendeu a precificar o produto. O relacionamento com a instituição começou logo nos primeiros anos de negócio, quando ela encontrou dificuldades pontuais para gerenciar as tarefas. Apesar disso, Celeste afirma que a maior contribuição do Sebrae foi a motivação dada para seguir atuando na cozinha.

“Busquei informações em uma unidade específica do Sebrae Minas e logo me indicaram uma palestra que aconteceria naquele dia. Logo, eu relutei, até porque queria apenas tirar dúvidas diretas sobre um determinado assunto. De qualquer forma, acabei entrando. Foi lá que conheci uma pessoa, que hoje é ex-funcionária. Ela conduziu a palestra, perguntou o negócio de cada um e, quando chegou em mim, eu disse apenas “tapioca”. Quando levei a tapioca e ela provou, me disse: “Olha, esse seu produto não tem volta, não tem como parar”. Isso foi marcante, porque não veio de qualquer pessoa e sim de uma funcionária importante da instituição. Animei mais ainda”.

Celeste lida com os desafios de gerir a empresa em meios aos problemas diários, inerentes na vida de qualquer empreendedor. “No início de um empreendimento, ficamos muito inseguros, alternando entre entusiasmo e medo. Mas esse acolhimento e validação inicial do Sebrae fizeram toda a diferença”. Ela se tornou exemplo de resiliência e frequentemente compartilha sua história com outras mulheres, que também querem se tornar donas de seus próprios negócios.

Transformação da empresa

A Tapioca de Minas vive nova fase: a migração do artesanal para o industrial. Celeste diz que, a partir da mudança, vai conseguir dar dinâmica à produção e atender a mais clientes. A empreendedora conta com uma funcionária que a ajuda nas etapas de preparação das massas, mas vem trabalhando uma parceria com uma empresa para ceder todo o maquinário que vai utilizar nas receitas.

Celeste costumar dizer aos clientes que sua história tem ajudado outras pessoas. “Quando conto minha história, acaba contribuindo para outros se animarem e abrirem seu próprio negócio, criarem sua própria ideia… Isso me deixa muito feliz”, ressalta.

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Conheça o trabalho de Celeste e da Tapioca de Minas por meio do perfil no Instagram @tapiocasdeminas

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Assessoria de Imprensa Sebrae Minas

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