Durante a 4ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, sete renomados chefs de cozinha preparam para o público cardápios especiais tendo o queijo artesanal como principal protagonista. O evento é organizado pelo Sebrae Minas e pelo Sistema Faemg e termina neste domingo (25/9)
Cada chef representa 10 regiões produtoras do queijo artesanal que participa do evento. Marcaram presença nesta ação os chefs Guilherme Melo, Alê Ferri, Márcia Nunes, Amanda Malta, Júlia Furtado, Edson Puiati, Eduardo Maya.
Na primeira edição do festival, em 2017, o estado tinha sete regiões produtoras de queijo artesanal. Hoje já são 10: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Alagoa, Mantiqueira de Minas, Serra do Salitre, Serro, e Triângulo Mineiro.
Para o analista do Sebrae Minas Ricardo Boscaro, o festival tem uma função primordial no contexto cultural e econômico da cadeia de produção do queijo artesanal. “A atuação do Sebrae Minas com o queijo artesanal é voltada para as origens das regiões produtoras. Cada origem tem sua identidade, que também é muito considerada e valorizada pelo consumidor. Além disso, trabalhamos oferecendo capacitações em gestão e desenvolvendo ações para valorizar os produtores para que juntos tenham força para posicionar seus produtos, levando para o mercado não apenas o produto queijo, mas toda nossa história e tradição”, explica.
Boscaro exalta o trabalho dos chefs durante o festival e o propósito da ação. “Os chefs convidados estão mostrando para os consumidores que o queijo pode ser usado como ingrediente na gastronomia. A riqueza da nossa cultura, do queijo artesanal em geral é saborosa e que agrada vários paladares”, explica o analista do Sebrae Minas.
Opinião de quem entende
Cada receita tem sua magia e guarda os seus segredos. Cada chef é como um maestro, que rege uma orquestra feita de iguarias e sabores. E o queijo artesanal, no caso, foi a estrela principal da vez. Chef, ou cozinheiro, o título, a patente torna-se irrelevante quando prevalece, quando sobressai, acima de tudo, o sabor – e o amor – , adicionado a cada detalhe, a cada prato, a cada nova receita, a cada ingrediente, no caso, o queijo artesanal.
A chef Márcia Nunes, mineira do Serro, traz de berço, a honra de continuar o legado de ninguém menos que Maria Lúcia Clementino Nunes, ou simplesmente Dona Lucinha, uma das figuras mais importantes da gastronomia mineira e mundial. No festival, Márcia representa as regiões do Serro e Diamantina e apresenta no cardápio bolinhos de arroz á madureira com queijo do Serro, pasteis de angu de queijo do Serro e a jacuba tropeira, feita com farinha torrada, rapadura, queijo de Diamantina e café. Márcia, historiadora de mão cheia, é a primeira filha mulher de uma turma de onze irmãos, e atualmente, administra um dos restaurantes Dona Lucinha.
“A cozinha mineira é um patrimônio cultural inestimável. Eu venho de uma região na qual o queijo é protagonista e o ambiente do queijo sempre foi muito orgânico para nós. Me sinto muito honrada pelo convite de participar do festival, pois estou representando uma região onde nasci. O festival dá visibilidade para a nossa cultura e para o queijo artesanal, em particular. É um evento de altíssimo nível”, sintetiza.
Já o chef mineiro Guilherme Melo, foi proprietário do restaurante Hermengarda, por 10 anos, acumulando diversos prêmios. Desde março de 2021 é chef executivo do restaurante Nuuu!. Melo apresenta no festival o X-Salitre, composto de pão brioche, hambúrguer artesanal, queijo, aioli de páprica defumada, o X-Frango Salitre, feito de baguete , filé de peito de frango empanado, queijo, aioli de limão, alface americano e tomate, e franguitos com molho de queijo Salitre, feitos com batata Frita com molho de queijo salitre. O chef representa, com garbo e galhardia, a região da Serra do Salitre.
“Nunca paro de aprender na cozinha. Posso ser chef, mas me considero um cozinheiro. Sou, digamos assim, um guloso, pois todo chef necessariamente precisa gostar do que faz e, claro, ter prazer em degustar uma bela iguaria. O festival é a cereja do bolo na questão do queijo artesanal e o Sebrae Minas está atuando dentro de sua vocação, que é de aproximar o pequeno produtor e o queijista do público em geral. Todos ganham com a valorização do queijo artesanal”, afirma Melo.
A aposentada e também chef de cozinha Maria Galdino Menezes, de 69 anos, mãe de três filhos e avó de seis netos, fez questão de conferir as delícias do festival. Maria aprovou os pastéis de angu feitos pela equipe da chef Márcia Nunes. “Sensacional o festival! Muito organizado e em um lugar arejado. Se fosse preciso dar uma nota de 0 a 10 para o festival e para o prato que estou comendo, eu daria 9,9, pois se desse 10 seria redundante”, ironiza.
O objetivo do Festival do Queijo Artesanal de Minas é o de promover a iguaria mineira como importante símbolo da cultura do estado e gerador de renda para milhares de famílias nas regiões produtoras, além de impulsionar novos negócios entre os produtores e potenciais compradores. Os pratos feitos pelos chefs durante o festival podem ser degustados até o final do dia deste domingo (25/9), na capital mineira.
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