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Após carreira em multinacionais, casal transforma fazenda em referência de queijo artesanal em Coronel Xavier Chaves

Teresa Boari e Edmar Okamoto produzem o queijo Jacuba em pequena escala, com foco na qualidade do leite Jersey
Por Luciana Grillo
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Das montanhas do Campo das Vertentes, o queijo Jacuba, produzido na Fazenda DuJapa, em Coronel Xavier Chaves, vem conquistando espaço nas mesas e concursos gastronômicos do país. A produção é feita em pequena escala pelo casal Teresa Boari e Edmar Okamoto que, após fazer carreira em multinacionais de São Paulo e Minas Gerais, se aposentou e, em 2015, investiu na propriedade. Dois anos depois, a partir de 2017, eles começaram a produzir o queijo artesanal.

Na fazenda, também fabricam o doce de leite DuJapa, feito nas versões tradicional ou saborizado com raspas de limão siciliano. “Nossa principal preocupação é a qualidade do leite. Acreditamos que é a partir de uma matéria-prima de qualidade que se faz bons produtos”, afirma Okamoto.

O queijo Jacuba é sem olhaduras (furinhos), ou seja, de massa lisa. É mais macio e suave. O produto é feito a partir do leite extraído do gado Jersey, reconhecido pelo alto teor de gordura (entre 4,8% e 5,5%). Todo o processo produtivo é feito com muito cuidado e conforme as regras definidas pelos órgãos sanitários. O casal segue a tradição da produção do queijo artesanal “ao pé da letra”.

Reconhecimento e desafios

O alto padrão de higiene e controle técnico da queijaria garantiu ao Queijo Jacuba, em 2020, a certificação do Selo ARTE, o que permite a sua comercialização legalizada em todo o território nacional. O produto também é reconhecido em concursos especializados, com destaque para o fato de ter sido eleito o melhor de Minas no 13º concurso da Emater-MG, realizado em 202.

Atenta ao mercado do queijo, Teresa Boari enxerga o crescimento do negócio em curto prazo. “O queijo artesanal está na moda. Há um aumento do número de produtores e, consequentemente, da concorrência. Percebo que é um negócio em crescimento, mas só os melhores permanecerão”, sublinha.

Entre os desafios do negócio, a empreendedora aponta o fato de a produção do queijo em pequena escala não permitir que a fazenda tenha um laboratório para análise diária do leite. “Isso nos dificulta entender como ele deve ser tratado para que o produto final seja padrão. Na essência, o queijo é o mesmo, mas apresenta pequenas variações, como mais macio em um dia e menos, no seguinte”, explica a produtora.

Visibilidade

Desde o início da produção do queijo Jacuba, o casal participou de todas as edições do Festival do Queijo Artesanal de Minas. Para Teresa Boari, este é o maior e melhor festival de queijo do Brasil, proporcionando grande visibilidade à marca. “Participamos do primeiro festival apenas com degustação do nosso produto, já que ainda não tínhamos volume, e foi uma experiência muito boa. A partir daí, fomos reconhecidos como produtores de queijo artesanal e nosso negócio começou a crescer”, ressalta.

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