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Gestão pública entra na era das grandes transformações globais e exige nova postura dos municípios

Durante o Delta Forum’26, realizado nesta quarta-feira (8), o economista e ex-presidente dos BRICS Marcos Troyjo apontou quatro forças que já redesenham a economia mundial
Por Josiane Silveira
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Em um mundo que envelhece, consome mais energia, disputa recursos e acelera a adoção de inteligência artificial, a gestão pública deixou de ser operacional para se tornar estratégica. A avaliação é do diplomata, economista e ex-presidente dos BRICS, Marcos Troyjo, que defendeu que municípios brasileiros precisam se reposicionar diante de uma transformação global já em curso. Troyjo participou do Delta Forum’26, principal evento de desenvolvimento econômico de Minas Gerais, realizado nesta quarta-feira (8), na sede do Sebrae Minas, em Belo Horizonte.

Ao abordar o tema “Gestão pública e competitividade: resultados transformadores”, Troyjo destacou que entender o papel das cidades exige ampliar o olhar e conectar decisões locais a movimentos globais que estão em andamento. Segundo ele, quatro grandes dinâmicas estão em curso e moldam o ambiente de decisões dos gestores públicos.

A primeira é demográfica. Em um cenário inédito, a maior parte dos países do mundo verá sua população encolher nas próximas décadas, ao mesmo tempo em que a longevidade avança. No Brasil, a expectativa de vida se aproxima dos 80 anos. “A economia prateada deixa de ser tendência e passa a ser prioridade. O gestor que não entender isso não conseguirá atender as novas demandas econômicas, a exemplo de consumo, serviços, mercado de trabalho”, afirmou.

A segunda transformação vem da nova geografia do crescimento. Países emergentes, especialmente na Ásia e na África, passarão a liderar a expansão econômica, pressionando a demanda por alimentos, energia e infraestrutura. Nesse contexto, o Brasil ganha relevância estratégica, visto que o país reúne ativos cada vez mais escassos no cenário internacional, como água, capacidade produtiva de alimentos, energia e minerais. “Estamos diante de uma economia em que recursos estratégicos valem mais do que nunca. E o Brasil é um dos poucos países com escala e diversidade para responder a essa demanda”, completa.

A terceira mudança é tecnológica e vem acompanhada de um efeito colateral relevante: o aumento do consumo energético. O avanço da inteligência artificial e de grandes centros de dados exige infraestrutura robusta, criando uma equação entre inovação e capacidade produtiva. Para o economista, tecnologia e recursos naturais deixam de caminhar separados e passam a ser interdependentes.

Por fim, Troyjo chamou atenção para um novo fator de competitividade: o talento. Mais do que dons naturais e especialização, ele defendeu a capacidade de adaptação e conexão entre diferentes áreas como diferencial para gestores públicos. “O talento, hoje, é a capacidade de fazer além daquilo em que você já é bom. É isso que vai diferenciar cidades e lideranças”, pontuou.

Diplomata, economista e ex-presidente dos BRICS, Marcos Troyjo: “Estamos diante de uma economia em que recursos estratégicos valem mais do que nunca. E o Brasil é um dos poucos países com escala e diversidade para responder a essa demanda”

Sobre o Delta Forum

O Delta Forum é o principal evento sobre desenvolvimento econômico de Minas Gerais. Desde 2019, a iniciativa conecta líderes públicos, especialistas e instituições para potencializar o desenvolvimento e melhorar o ambiente de negócios.

Em 2026, o mote do Delta Forum é “Territórios conectados a resultados transformadores”. A abertura do evento, realizada no dia 7 de abril, também foi palco do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE), que reconhece as melhores práticas de gestão pública voltadas ao desenvolvimento econômico, inovação e empreendedorismo nos municípios. Conheça aqui os vencedores do PSPE.

Assessoria de Imprensa Sebrae Minas

Josiane Silveira

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