A empresária Silvia Carolina Rodrigues Tucci jamais poderia imaginar que um negócio que surgiu na cozinha dos fundos de casa, de forma despretensiosa, iria se tornar a Casa do Chocolate e, mais tarde, a Chocolatella. O negócio nasceu em 2006, quando Silvia estava desempregada e precisou buscar uma forma de complementar a renda familiar. “Eu não planejei ter uma empresa, então eu tive que correr atrás para me capacitar e aprender sobre gestão de negócios. E foi no Sebrae que encontrei esse apoio”, relembra.
A microempresa de chocolates artesanais e confeitaria fica localizada em Lambari, no Sul do estado. Quando o negócio surgiu, Silvia produzia trufas e comercializava na vizinhança, ou colocava para venda em consignação em restaurantes e lanchonetes da região. Um amigo criou a marca que, na época, ganhou o nome de Casa do Chocolate, e foram contratadas duas ajudantes para a produção. “Na Páscoa, eu conseguia faturar mais, e o que eu recebia ia reinvestindo no negócio”, lembra Silvia.
Aos poucos, o negócio foi crescendo e, em 2012, com o apoio do marido, a empresária resolveu abrir a primeira loja. “A nossa demanda de produção foi aumentando, conseguimos dobrar o nosso espaço e ficamos ali por cinco anos. Na época, eu produzia em casa e vendia na loja”, explica.
Com o crescimento do negócio, Silvia sentiu a necessidade de procurar uma consultoria do Sebrae. “Percebemos que era necessário adequar as embalagens para entrar no mercado e, com o aumento das encomendas, tivemos que tomar uma decisão: partir para uma produção industrial ou continuar no artesanal”, recorda. A orientação foi a de seguir com os produtos artesanais, visto que era um nicho em crescimento, cada vez mais valorizado pelos consumidores.
Silvia foi orientada a se inscrever no programa Sebraetec, onde teve a oportunidade de participar de um projeto amplo de design, com o intuito de criar, padronizar e modernizar a marca. Esse foi o ponto de virada do negócio. “Eles fizeram um verdadeiro trabalho de identidade visual da minha marca. Criaram o design da nossa embalagem, que ficou super personalizada e artesanal, traduzindo de fato o nosso negócio. Mudamos a nossa logomarca e o nome da empresa, que passou a ser Chocolatella, além do layout da nossa loja”, conta a empresária.
Além do Sebraetec, Silvia participou de consultorias e cursos do Sebrae na área de gestão financeira e marketing. Há três anos, mudou o ponto comercial e finalmente conseguiu integrar a produção com a loja, onde tudo funciona no mesmo lugar. “Aumentamos muito o nosso portfólio de produtos: começamos vendendo trufas e chocolates e hoje expandimos para produtos de confeitaria, salgados, cafés, cestas de presentes, etc.”, conta.
A trajetória da empresa é motivo de orgulho para a empresária. “Posso dizer que comecei vendendo 5kg de chocolate e hoje produzimos mais de 200kg por mês, tudo artesanalmente. Na Páscoa, vendo mais de uma tonelada. Comecei trabalhando sozinha, nos fundos de casa, e agora tenho a minha loja com sete funcionários”, destaca.
Durante a pandemia, Silvia investiu nas vendas on-line pelas redes sociais e apostou nas entregas por delivery, e conta que teve bons resultados. Para o futuro, a empresária planeja expandir o negócio para outras cidades. “Tudo só foi possível com o apoio do Sebrae, que desde o início acreditou no meu potencial e me ajudou a estruturar todo o meu negócio”, relembra, orgulhosa.
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