Com a proposta de abrir novos mercados e fortalecer as marcas de cachaças do Norte de Minas pelo país, o Sebrae Minas levou 14 produtores de Salinas e região para o 1º Festival da Cachaça de Goiás. O evento foi realizado entre os dias 9 e 13 de setembro, em Goiânia, e reuniu cerca de 400 rótulos da bebida de diferentes estados brasileiros.
A programação contou com degustações, gastronomia, mixologia (estudo da criação de coquetéis e da combinação de ingredientes líquidos), oficinas, palestras e rodadas de negócios. “Foi uma oportunidade estratégica para ampliar a visibilidade das nossas marcas e fortalecer a presença da cachaça da região em novos mercados. Os empresários também puderam trocar experiências, conhecer inovações do setor e estabelecer contatos importantes para futuros negócios”, destaca o analista do Sebrae Minas Marco Antônio Pedroso.
O produtor Rafael de Oliveira foi um dos participantes na missão. Proprietário do rótulo Majestade, ele vê nos festivais uma oportunidade de contato direto com diversos públicos-alvo, e conexão com novos mercados. “Além de apresentar nossos produtos, compartilhamos nossa história, cuidado e dedicação em cada etapa da produção. São momentos importantes para trocar experiências com produtores de diferentes regiões do Brasil”, pontua.
A Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs), além de parceira na realização da missão, marcou presença com um estande no Festival da Cachaça.

Polo produtivo
Cidade brasileira com o maior número de cachaças registradas, somando 292 produtos certificados – o que representa 11,7% de todas as cachaças registradas em Minas Gerais, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – Salinas tem recebido diversas ações de valorização da produção por meio de consultorias especializadas do Sebrae Minas, e a participação em eventos técnicos, como o Festival de Goiás.
O município tem 20 propriedades produtoras legalizadas, e cerca de quatro mil pessoas que tiram seu sustento de atividades ligadas direta ou indiretamente ao setor. Segundo a Prefeitura, em torno de R$ 70 milhões circulam, anualmente, na economia local, em razão dos alambiques e, aproximadamente, 70% da arrecadação de impostos municipais têm origem na produção e comercialização da cachaça.
O Sebrae Minas teve atuação fundamental na construção da marca “Região de Salinas” e na conquista do selo de Indicação Geográfica (IG) da cachaça, concedido em 2012. A certificação confere singularidade ao produto, evita a falsificação e garante segurança ao consumidor.
Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Norte
Ricardo Guimarães
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