No sítio em Recreio, na Zona da Mata mineira, Adriana Ribeiro desenha com as mãos o futuro do artesanato brasileiro. Suas peças de cerâmica, que já viajaram para a mesa de líderes mundiais durante a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em 2024, carregam mais que beleza: trazem a alma de uma história que começou na pandemia, quando ela trocou a estabilidade de um emprego público pela incerteza – e a liberdade – de viver da arte.
Artesã de alma, coração e mãos, a trajetória de Adriana é um exemplo inspirador de como a paixão e a criatividade podem transformar sonhos em realidade. Sua história com o artesanato começou ainda na adolescência, quando se sentia atraída por trabalhos manuais, mas foi na vida adulta que a atividade se tornou a sua profissão.
Em meio às transformações da pandemia, ela decidiu se reinventar e buscar um caminho que equilibrasse vida pessoal e profissional. “Em 2020, precisei escolher entre continuar em um trabalho que não me completava ou arriscar tudo naquilo que me fazia sentir viva. Eu já trabalhava com bolsas artesanais com tecido sustentável, mas precisei me reinventar nesse período, e decidi me dedicar integralmente ao artesanato”, conta.
“Recreio é terra de ceramista e observava muito os oleiros da cidade. Fiz uma oficina e aprendi a mexer com cerâmica. E me apaixonei! Busquei uma identidade, com elementos que via no dia a dia, como árvore, passarinho, filtro de barro, moringa. Juntei tudo isso e surgiu a Cerâmica Aldeia, um ateliê que une tradição e inovação em peças únicas”, enfatiza.
Adriana conta que a cerâmica é mais do que um ofício, é uma forma de expressar sua essência e conectar pessoas por meio da arte. Ela busca valorizar tanto a tradição do ofício como a inovação, utilizando materiais de qualidade e buscando referências no rico patrimônio cultural de Minas Gerais.