O lançamento do Selo da Indicação Geográfica (IG) dos queijos produzidos no Cerrado Mineiro marca a primeira edição do Festival do Queijo do Cerrado. O evento, que celebra a tradição e a origem de um dos maiores patrimônios do Estado, será realizado nos dias 26 e 27 de setembro, na Praça Abel Ferreira, em Coromandel, no Alto Paranaíba.
A programação reúne palestra sobre a importância socioeconômica e cultural do Queijo do Cerrado, aulas-show com as chefs de gastronomia Gabi Tropicana e Lyvia Guimarães, além de apresentações musicais. O evento terá ainda concurso da melhor receita com Queijo do Cerrado, concurso de minidocumentários e fotos, e uma roda de conversa com o jornalista especialista em queijo Eduardo Girão. A programação completa está disponível neste link.
Conquistada em 2023, a Indicação Geográfica reconhece a ligação do Queijo do Cerrado com seu território de origem. O selo passa a dar visibilidade a esse reconhecimento, identifica os queijos que seguem os critérios da IG e ajuda o consumidor a reconhecer sua procedência. “O lançamento representa mais um passo na valorização do saber-fazer artesanal e da identidade que distingue o queijo produzido no Cerrado Mineiro”, destaca a analista do Sebrae Minas Naiara Marra.
Iniciativa da Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado (Aprocer), Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Prefeitura de Coromandel, o 1º Festival do Queijo do Cerrado conta com apoio do Sebrae Minas e Emater, e patrocínio do Sicoob Coopacredi, Sicoob Credicarpa e Sicoob Creditiro.
Região
Produtores de 19 municípios da região do Cerrado Mineiro podem usar a chancela que reconhece as qualidades e as características específicas do produto feito na região. Para adquirir o selo, os produtores precisam estar associados à Aprocer e seguir todos os processos de produção.
A Indicação Geográfica foi concedida aos queijos produzidos a partir de leite cru, integral, recém ordenhado, produzido e beneficiado na propriedade de origem em até 90 minutos após sua obtenção, devendo a umidade máxima ser de 45,95% e seguindo boas práticas de produção.
Os queijos do Cerrado são considerados de alta umidade, sendo a prensagem manual com o auxílio de tecido dessorador, uma técnica de produção oriunda da tradição e herança cultural da região. São justamente essas técnicas que diferenciam o produto e contribuem para que o Cerrado seja conhecido pela produção de queijos artesanais.
Segundo dados apresentados pela Aprocer, cerca de 2,4 mil famílias se dedicam à produção comercial do queijo na região, que responde por aproximadamente 30% da produção de Queijo Minas Artesanal.
Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Noroeste e Alto Paranaíba
Henrique Ulhoa (STARK)
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