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Reload 2026: “É preciso refletir sobre que tipo de líder você quer ser”, afirma Bia Bottesi

CMO da Meta reforça que as lideranças de equipe devem integrar estratégia, comunicação e cuidado com as pessoas
Por Roger Dias
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Em um cenário cada vez mais dinâmico, competitivo e impulsionado pela tecnologia, liderar com propósito e construir marcas autênticas deixaram de ser diferenciais para se tornarem necessidades estratégicas. Mais do que resultados imediatos, empresas de todos os portes, especialmente os pequenos negócios, são desafiadas a criar conexões reais, fortalecer a cultura interna e se posicionar de forma consistente no mercado. A CMO da Meta, Bia Bottesi, abordou a temática liderança humanizada durante o Reload 2026, realizado na sede do Sebrae Minas, em Belo Horizonte.

A especialista em marketing reforçou a importância de integrar estratégia, comunicação e cuidado com as pessoas. Ela abordou temas como construção de confiança, autenticidade das marcas e o equilíbrio entre performance e saúde mental em um mundo cada vez mais digital. Nesta entrevista à Agência Sebrae de Notícias (ASN-MG), Bia reforça dicas para empreendedores que querem crescer de forma sustentável, sem abrir mão da essência e do impacto humano em seus negócios.

Como o conceito de liderança humanizada pode ser aplicado no contexto dos pequenos negócios para formar ambientes de confiança?

Falamos muito que a humanização das relações de trabalho deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade. Cuidar de pessoas hoje é fundamental e isso vale para todos, sejam pequenas, médias e grandes empresas, líderes em início de carreira ou mais experientes. Quando entendemos que somos todos humanos, independentemente do cargo ou do tamanho da empresa, conseguimos construir conexões mais genuínas entre líderes, equipes e organizações. E é justamente essa conexão que fortalece a confiança, impulsiona o engajamento e leva a resultados mais consistentes. Empresas de alta performance são, cada vez mais, aquelas que colocam as pessoas no centro. E quando falamos de liderança, eu acredito muito que ela é uma escolha acessível a todos. O primeiro passo é a intenção. Sem intenção, nada acontece. É preciso refletir sobre que tipo de líder você quer ser, que tipo de relação deseja construir com sua equipe e qual impacto quer gerar na vida das pessoas ao seu redor. A partir dessa clareza, você começa a desenvolver um estilo próprio de liderança, baseado em conexão, responsabilidade e cuidado. No fim, liderar não é sobre o cargo, é sobre a forma como você escolhe se relacionar e influenciar pessoas todos os dias.

Você diz que liderança é uma escolha acessível a todos. Qual é o primeiro passo para quem quer assumir esse posicionamento?

Acho que o primeiro passo de tudo é a intenção. Sem intenção, a gente não faz nada, não vai a lugar nenhum. É preciso intencionar que tipo de líder você quer ser, que tipo de conexão deseja construir com a sua equipe, como você quer liderar, como quer atuar como esse maestro impulsionador de carreiras… Claro que os estilos de liderança variam, pois cada líder tem o seu jeito de ser, cada liderado também, porque as pessoas são indivíduos. Mas, no coletivo, o mais importante é entender que existe, cada vez mais, uma preocupação com o todo, uma necessidade de conexão genuína entre as pessoas. E, acima de tudo, a intenção é a força motriz que faz as coisas acontecerem. Quando você realmente quer algo, você encontra caminhos para realizar.

Em suas apresentações, você fala muito sobre vulnerabilidade, empatia, equidade e inclusão. De que forma os empreendedores podem usar isso na comunicação da marca?

Eu falo muito da importância dessa trinca no dia a dia. A partir do momento em que você se permite ser vulnerável, gera muito mais confiança. E, quando há mais confiança, naturalmente surge mais empatia. No fim, uma coisa está profundamente conectada à outra. E isso não vale apenas para as relações humanas, mas também para as marcas. Uma marca precisa ser autêntica, verdadeira, ter fundamentos claros e valores bem definidos para se ancorar em algo consistente e, a partir disso, crescer. Independentemente de ser uma marca pequena, média ou grande, é essencial ter uma base sólida para sustentar tudo o que será construído. Por isso, a autenticidade na construção das narrativas das marcas é fundamental. É ela que permite erguer um posicionamento forte, consistente, capaz de resistir a qualquer adversidade, como um castelo bem estruturado, que não se abala diante de qualquer vendaval.

Em um cenário digital acelerado, como equilibrar presença online, saúde mental do empreendedor e consistência nas ações de marketing?

Acho que são temas diferentes, mas eles estão totalmente conectados. Falando de saúde mental, acredito que estamos vivendo em um mundo cada vez mais acelerado, impulsionado pela tecnologia. A inteligência artificial chegou com força e veio para ficar. Por isso, nós, como profissionais e empresas, precisamos estar preparados para essa nova realidade. É essencial entender o que está acontecendo, se aprofundar e desenvolver novas competências. Não dá para ignorar essa transformação. Se você não se prepara, outro profissional estará; se a sua empresa não se adapta, outra vai se adaptar. É fundamental equilibrar esse movimento com um olhar atento ao lado humano, cuidar da saúde mental, fazer escolhas mais conscientes e construir equipes alinhadas com os resultados, mas também empáticas e colaborativas. No fim, tudo se resume a equilíbrio. É ele que sustenta boas decisões e permite crescer de forma consistente nesse cenário cada vez mais digital, sem perder de vista o que realmente importa: as pessoas.

Como construir uma marca que gera conexão emocional com o público?

A construção de marca é uma jornada. Você não constrói uma marca, nem a essência de uma pessoa, ou a forma como ela é percebida, do dia para a noite. A reputação pode até ser destruída rapidamente, mas a construção de uma marca, assim como a imagem de alguém, acontece ao longo do tempo, com começo, meio e continuidade, passando por altos e baixos. Por isso, construir uma marca é, acima de tudo, um ato intencional. É definir onde você quer chegar, entender claramente quem é a sua audiência, com quem você quer falar e como se comunicar de forma assertiva e didática… Se você tem uma marca que vende um produto ou presta um serviço, é fundamental entregar essa proposta com excelência, desde a venda até o pós-venda. Essa é uma cadeia contínua, que não termina e está sempre em movimento. E é justamente o cuidado com os detalhes que faz a diferença: ser atento em cada ponto de contato da marca, seja em uma mensagem de WhatsApp enviada a um cliente, na embalagem de um produto ou em uma campanha publicitária, seja na televisão ou no ambiente digital. Todos esses momentos precisam ser pensados com consistência e cuidado, porque a marca é construída pouco a pouco, ao longo dessa jornada. E, para que ela seja forte e duradoura, é indispensável manter consistência e autenticidade.

Que conselho você daria para donos de pequenos negócios que querem crescer no marketing sem perder a essência e o foco nas pessoas?

Acho que o conselho final olhar para as pessoas. Às vezes, ficamos tão preocupados com o negócio e com os resultados – e claro que isso é importante –, mas acabamos esquecendo do mais essencial: o negócio é consequência das pessoas que trabalham para fazê-lo acontecer. Os resultados acontecem com um time motivado, que entende os objetivos do negócio, que está bem alinhado e sabe exatamente do que se trata. Eles vêm de um time inspirado por um líder ou uma líder que está à frente, comunicando com clareza e direcionando da forma correta. Então, o meu conselho é esse: não dá para olhar apenas para uma parte. O dono ou a dona de uma pequena ou média empresa, ou mesmo de um negócio que está começando, precisa ter uma visão do todo, o tempo inteiro.

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